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Campo Grande, Quarta-feira, 18 de Setembro de 2019

21/08/2019 13:51

Com estrutura definida, reunião discute logística do Corredor Bioceânico

Ministro, João Carlos Parkinson de Castro, destacou que o corredor vai gerar redução de 49% no custo da logística

Maressa Mendonça e Fernanda Palheta
O ministro, João Carlos Parkinson de Castro, durante a 8ª Reunião do Corredor Rodoviário Biocêanico, em Campo Grande (Foto: Reprodução)O ministro, João Carlos Parkinson de Castro, durante a 8ª Reunião do Corredor Rodoviário Biocêanico, em Campo Grande (Foto: Reprodução)

A logística e as fronteiras são o tema central da 8ª Reunião do Corredor Rodoviário Bioceânico realizada na manhã desta quarta-feira (21), em Campo Grande. O encontro reuniu representantes do Brasil, Chile, Argentina e Paraguai.

“Nós estamos discutindo mais que obras. Estamos discutindo questões de fronteira e como vai funcionar a logística. Essa tratativa é amadurecer cada vez mais a estrutura de logística do corredor”, declarou o governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Segundo o governador, as questões de infraestrutura como prazos, investimentos e obras estão praticamente definidas. “Esse encontro faz parte de um planejamento entre os quatro países que se revezam para que a gente possa ter um amadurecimento do corredor”.

De acordo com o ministro João Carlos Parkinson de Castro, coordenador Nacional do grupo de trabalho do Corredor Rodoviário Bioceânico, a infraestrutura no Chile está em ótimo estado e na Argentina está completa acredita-se que o corredor esteja operando em três anos.

“Muito se avançou em termos de obra e mais um passo importante foi a decisão que o governo do Paraguai de iniciar a pavimentação da rodovia e o entendimento entre o Paraguai e o Brasil para construção da ponte de porto Murtinho e Carmelo Peralta. Essas duas grandes obras completam o corredor”, declarou.

O ministro ainda falou da economia que esta obra vai representar. Segundo ele, o valor pago pelo transporte de uma tonelada de produto de Antofagasta, no Chile até o acesso de Uruguaiana (RS) que hoje custa US$ 1,029 poderá cair para US$ 520 dólares após a conclusão do corredor bioceânico que liga o Brasil ao Paraguai.

A coordenadora Nacional da Argentina, Monica Dinucci falou que a integração é a finalidade da rota. “Justifica tudo o que estamos fazendo”. Ela defendeu a simplificação política para melhorar a questão migratória. “Hoje os caminhões ficam parados de 8 a 12 horas na fronteira por questão burocrática”, disse. Além disso, destacou que rota vai potencializar o turismo.

Já a coordenadora nacional do Paraguai, Glória Irma Amarilla falou que esse corredor é de suma importância e o Paraguai já iniciou a primeira etapa de obras que Carmelo Peralta até a Plata. São mais de 270 quilômetros.

Roberto Ruiz, coordenador nacional do Chile, falou que toda a estrutura no país já está pronta com cinco portos. “Esse é o único corredor na América do Sul que une o Mercosul até o Pacífico”, finalizou.

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