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Economia

Consórcio considera subsídio de passes “bom caminho, mas não suficiente”

Prefeitura deve se reunir com Consórcio nesta quarta-feira para estabelecimento de acordo

Por Liana Feitosa e Gabrielle Tavares | 28/06/2022 18:07
Advogado André Borges, do Consórcio Guaicurus. (Foto: Gabrielle Tavares)
Advogado André Borges, do Consórcio Guaicurus. (Foto: Gabrielle Tavares)

O Consórcio Guaicurus vê com otimismo a reunião ocorrida hoje (28) com o governador Reinaldo Azambuja e a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes. De acordo com o gerente executivo do grupo, Robson Strengari, a possibilidade de o Governo do Estado pagar pelo passe usufruído pelos estudantes da rede estadual de ensino, “é um bom caminho, apesar de não ser suficiente”.

Ainda segundo o representante, o grupo não tem interesse em promover aumento de tarifa “porque o passageiro já está sobrecarregado”.

“Nós temos uma defasagem de caixa e todo o valor que vier e puder ajudar, será bem-vindo. Entendo que ainda não é o suficiente para suprir a necessidade, mas é um bom caminho. Estar todo mundo envolvido, a Prefeitura, o Estado, é por aí mesmo”, analisou Strengari ao Campo Grande News.

“É pouco” - Para Robson, no entanto, é preciso avaliar outras medidas, mais abrangentes, na tentativa de frear o déficit da empresa que, segundo ela, atualmente é de R$ 5 milhões por mês. “O segundo maior uso do passe gratuito do estudante é feito pelos alunos da rede particular: quase 30%, os alunos do Estado são 41%. Então a gente precisa ver isso. A doméstica pagando o passe do estudante de medicina? É até injusto isso, os pagantes pagarem pelo passe que os estudantes usam”, afirmou. “Mas acho que o caminho é esse mesmo e encontrar uma solução”, complementou.

Para o representante, o montante mensal não resolve os problemas financeiros do Consórcio. “Esse valor, que a gente não tem conhecimento ainda, não vai resolver o problema de caixa. Em novembro (de 2021) foi feito um cálculo que definiria a tarifa em R$ 5,15. Era pra ser R$ 5,15 em novembro e o prefeito (à época, Marquinhos Trad) decretou R$ 4,40. São 75 centavos de custo que não estamos recebendo. Esses movimentos todos são para cobrir essa diferença de 75 centavos que estão faltando”, apontou.

O advogado do grupo, André Borges, também vê positivamente a possibilidade de acordo da Prefeitura com o Governo do Estado, mas espera uma reunião com a Prefeitura para analisar se é possível suspender aumento de tarifa nos próximos meses.

“Não dá para dizer se a tarifa vai aumentar, vai depender dessa reunião com a prefeita, vai que ela resolve dar um subsídio maior”, finalizou Borges. Na reunião com o governador hoje à tarde, a prefeita afirmou que uma reunião entre o Município e o Consórcio deve ocorrer nesta quarta-feira (28) para estabelecimento de acordo.

Quem paga o quê? - Caso o convênio proposto pelo Estado, com a condição de que não haja aumento de tarifa até dezembro deste ano, seja aceito pelo Consórcio, o Governo do Estado passará a pagar pelos passes gratuitos dos estudantes da rede estadual de ensino de Campo Grande. Já os custos com os estudantes da rede municipal de ensino, da rede privada, assim como pessoas com deficiência, são custeados pelo Município. Por fim, na conta do Consórcio, ficam os gastos com passes gratuitos concedidos a idosos e forças de segurança.

Veja na tabela abaixo:

Como pode ficar o pagamento das gratuidades do transporte. (Ilustração: Thiago Mendes / Campo Grande News)
Como pode ficar o pagamento das gratuidades do transporte. (Ilustração: Thiago Mendes / Campo Grande News)


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