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Economia

Conta de luz segue com cobrança extra em setembro

Bandeira vermelha 2 permanece, com acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh, diante de chuvas abaixo da média

Por Jhefferson Gamarra | 29/08/2025 16:58
Conta de luz segue com cobrança extra em setembro
Trabalhador trocando lampâdas em poste de iluminação (Foto: Divulgação/PMCG)

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu nesta sexta-feira (29) manter a bandeira tarifária vermelha no patamar 2 para o mês de setembro. A medida implica em um acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, refletindo o aumento nos custos de geração de energia no país.

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A Aneel manteve a bandeira tarifária vermelha patamar 2 para setembro. Consumidores pagarão adicional de R$ 7,87 a cada 100 kWh devido aos custos de geração de energia. A escassez de chuvas afeta as hidrelétricas, elevando a dependência de termelétricas, mais caras. A bandeira vermelha 2 já estava em vigor em julho e agosto, após períodos de bandeira vermelha 1 e amarela.A medida impacta famílias, empresas e governo, pressionando a inflação e custos de produção. O governo ampliou a Tarifa Social para amenizar o impacto na população vulnerável. A Aneel ressalta que a bandeira tarifária reflete os custos reais de geração e incentiva o uso consciente de energia. Além da bandeira, o setor prevê reajuste médio de 6,3% nas tarifas em 2025, devido ao aumento do orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que subsidia políticas públicas.

A decisão ocorre em meio a um período de chuvas abaixo da média histórica, que compromete a geração das hidrelétricas, principal matriz energética do Brasil. Com a menor disponibilidade hídrica, torna-se necessário acionar usinas termelétricas, cujo custo de operação é mais elevado, impactando diretamente o preço final da energia.

Nos meses anteriores, a Aneel já havia mantido a bandeira vermelha patamar 2 em julho e agosto. Antes disso, em junho, a bandeira vermelha 1 estava ativa, com cobrança de R$ 4,46 a cada 100 kWh, enquanto em maio vigorou a bandeira amarela, com acréscimo de R$ 1,88. De janeiro a abril, a bandeira foi verde, sem cobrança adicional.

O efeito da manutenção do patamar mais alto recai sobre famílias, empresas e o governo federal. A pressão sobre os preços contribui para o aumento da inflação e eleva os custos de produção e consumo. Para amenizar os impactos sobre a população mais vulnerável, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou o alcance da Tarifa Social de Energia Elétrica por meio de medida provisória.

A bandeira tarifária afeta todos os consumidores cativos conectados ao SIN (Sistema Interligado Nacional). De acordo com a Aneel, além de refletir os custos reais da geração de energia, o sistema também funciona como alerta para estimular o uso consciente de eletricidade. O mecanismo das bandeiras foi implementado justamente para sinalizar os custos variáveis da energia, aplicando automaticamente a cobrança extra quando as condições de geração se tornam mais onerosas.

Ainda não há previsão sobre a duração da bandeira vermelha 2, que dependerá das condições hidrológicas e da demanda energética nos próximos meses.

Além da bandeira, o setor elétrico enfrenta reajustes acima da inflação. Em 11 de agosto, a Aneel revisou as projeções de tarifas de 2025, determinando aumento médio de 6,3%, acima da inflação projetada pelo IPCA, de 4,86%.

O principal motivo é o orçamento da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), encargo setorial de R$ 49,2 bilhões, utilizado para subsidiar políticas públicas, como geração distribuída de energia, compra de combustível para sistemas isolados e ampliação da Tarifa Social. O valor é R$ 8 bilhões superior à estimativa inicial, sendo majoritariamente custeado pelos consumidores.