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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

09/10/2017 14:12

Contratações de recursos do FCO somam R$ 1,3 bilhão em MS neste ano

Valor financiado pelo setor empresarial cresceu mais de dez vezes

Osvaldo Júnior
Evento na Casa da Indústria, onde foram apresentados números do FCO (Foto: Osvaldo Júnior) Evento na Casa da Indústria, onde foram apresentados números do FCO (Foto: Osvaldo Júnior)

As contratações de recursos do FCO (Fundo Constitucional de Financimento do Centro-Oeste) somaram, até setembro, R$ 1,36 bilhão em Mato Grosso do Sul, valor equivalente a 58% do orçamento de 2017, de R$ 2,338 bilhões. Os números foram informados nesta segunda-feira (dia 9) pelo superintendente estadual do Banco do Brasil, Gláucio Zanettin Fernandes, durante reunião com empresários no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande.

Promovido pela Fiems, Famasul, Fecomércio/MS, Faems, Amems, Sebrae/MS e Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), o encontro serviu para mostrar ao setor produtivo de Mato Grosso do Sul que o FCO está mais célere e mais acessível para industriários, comerciantes e produtores rurais que buscam investir em seus empreendimentos.

O valor orçado do FCO para Mato Grosso do Sul corresponde a 23% de R$ 10,3 bilhões previstos para todos os estados do Centro-Oeste.

Para atingir o orçamento, o Banco do Brasil teria de liberar R$ 938 milhões em três meses de recursos do FCO. Por essa ótica (considerando o valor orçado), as contratações feitas até setembro não seriam significativas. No entanto, se levar em conta o desempenho de 2016, o incremento dos empréstimos é expressivo neste ano.

De acordo com Fernandes, em 2017, foram financiados R$ 631,3 milhões. Ou seja, neste ano, houve disparada de 116%. “Crescemos mais que o dobro”, frisou.

Do total contratado, R$ 900 milhões foram destinados para a agropecuária e R$ 463 milhões para empresários urbanos.

Incremento – Embora corresponda a valor absoluto menor, o FCO empresarial apresentou incremento muito mais expressivo que o rural. A disparada foi de 1050%: no ano passado, os empresários emprestaram R$ 40,3 milhões. Ou seja, o montante cresceu mais de dez vezes.

No caso do FCO rural, a alta foi de 52%, de R$ 591 milhões para os atuais R$ 900 milhões.

Oportunidades – O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, que presidente o Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO (CEIF-FCO), fez uma apresentação sobre o Fundo no Estado e ressaltou as oportunidades para os empresários.

“São novos horizontes de desenvolvimento que, por meio desta linha de crédito do Banco do Brasil, o empresário pode ter acesso. O FCO é um fundo de financiamento que têm critérios, analisado por um conselho, e abre um leque de oportunidades para o desenvolvimento do Estado”, salientou.

Por esse motivo, afirma o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o empresariado deve se mobilizar para apresentar propostas e, desta forma, ter acesso aos recursos. “A indústria vem caminhando a passos largos e o FCO tem contribuído significativamente para isso. Precisamos evoluir, melhorar, dar mais agilidade aos processos para liberar esses recursos”, disse.

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