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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

31/08/2012 17:36

Dívidas fazem Aneel intervir na Enersul e 7 empresas do Grupo Rede

Fabiano Arruda

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, em sessão extraordinária nesta sexta-feira, a intervenção na Enersul, concessionária que atende 73 municípios e 845,3 mil unidades consumidoras em Mato Grosso do Sul, e outras sete empresas do Grupo Rede.

A medida visa evitar um colapso financeiro e prejudicar o fornecimento do serviço a pelo menos 17 milhões de habitantes.

O Grupo Rede, que conta com nove concessionárias, tem dívida estimada em R$ 5,6 bilhões. A da Enersul era de aproximadamente R$ 50 milhões, mas a empresa foi considerada adimplente pela Aneel no fim do mês de julho.

Com isso, a concessionária ficou autorizada para aplicar reajuste da tarifa, que varia de 2,47% a 2,92%, e estava aprovado desde 8 de abril, mas não havia entrado em prática por conta da dívida milionária.

No dia 13 de julho, a Enersul emprestou R$ 50,3 milhões de dois bancos. Do total, R$ 25,3 milhões vêm do banco Original do Agronegócio, que nasceu da fusão do banco JBS, do grupo frigorífico, com o Matone, instituição gaúcha focada no crédito consignado. O restante do valor será emprestado do banco BVA.

O último balanço da empresa aponta lucro de R$ 151,8 milhões em 2011, contra 85,4 milhões em 2010. A receita operacional atingiu R$ 1,9 milhão.

MP - A intervenção da Aneel vem um dia depois do Governo Federal publicar a Medida Provisória 577, que disciplina a extinção e intervenção em concessões e permissões de serviço público de energia elétrica em casos de falência e de caducidade.

Segundo informações da Agência Brasil, a MP impede que as concessionárias de energia elétrica recorram à recuperação judicial e possibilita intervenção direta da Aneel em companhias com dificuldade financeira. Se uma concessionária falir, a concessão terá de ser licitada novamente. A intervenção será por um ano, prorrogável a critério da Aneel.

A medida prevê, ainda conforme informações divulgadas pela agência, que o acionista da concessionária apresente um plano de recuperação e correção das falhas que motivaram a intervenção. Se o plano for aprovado pela Aneel, o concessionário deve prestar informações trimestrais sobre a implementação do plano até a total recuperação. Caso contrário, a Aneel concluirá pela caducidade da concessão e assumirá o controle da empresa até a realização de nova licitação.

Só a Celpa (Centrais Elétricas do Pará) tem dívidas de mais de R$ 2 bilhões e já havia, no início do ano, pedido de recuperação judicial.

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Eu não sou nenhum gênio da matemática, mas gostaria de saber como uma empresa que tem lucro médio desde sua concessão de "100 MILHÕES" (ou seja pagou todas as despezas de material, funcionários e instalações) ter contraido dívidas? Ai tem desvio de dinheiro ou o administrador é incompetente.
 
Alexandre de Souza em 31/08/2012 07:46:00
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