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Economia

Dólar à vista atinge menor valor desde novembro e fecha a R$ 5,27

Investidores aguardam decisões de juros no Brasil e nos EUA

Por Gustavo Bonotto | 26/01/2026 19:48
Dólar à vista atinge menor valor desde novembro e fecha a R$ 5,27
Cédulas do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial caiu pela quarta vez seguida e fechou a R$ 5,27 nesta segunda-feira (26), com recuo de 0,13%, em meio à expectativa pela Superquarta, data que reúne decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, e ao aumento das tensões geopolíticas.

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Os mercados financeiros brasileiros apresentaram movimentações distintas nesta segunda-feira (26). O dólar comercial registrou sua quarta queda consecutiva, fechando a R$ 5,27, menor valor desde novembro, enquanto o Ibovespa encerrou em baixa de 0,08%, interrompendo cinco altas seguidas. Investidores aguardam a Superquarta, com decisões de juros no Brasil e Estados Unidos. O cenário é impactado por tensões geopolíticas, incluindo ameaças de Trump ao Canadá sobre acordos com a China. O Boletim Focus reduziu a projeção de inflação para 2026 para 4%, mantendo estimativa de crescimento do PIB em 1,8%.

Com o resultado, a moeda americana atingiu o menor patamar desde novembro. No acumulado do mês e do ano, o dólar registra queda de 3,81%. Na semana, a baixa foi de 0,13%.

O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores do Brasil), encerrou o dia em queda de 0,08%, aos 178.721 pontos, e interrompeu uma sequência de cinco sessões de alta. Apesar do recuo diário, o índice acumula avanço de 11,01% no mês e no ano.

No cenário econômico, investidores aguardam a Superquarta, quando o Fed (Federal Reserve), banco central dos Estados Unidos, e o Banco Central do Brasil anunciam suas decisões sobre juros. A expectativa do mercado aponta para manutenção das taxas, entre 3,50% e 3,75% nos EUA e em 15% ao ano no Brasil.

O ambiente externo também pesou sobre os mercados. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em acordos comerciais com a China. O governo americano também divulgou uma nova Estratégia Nacional de Defesa, que prevê ações para ampliar sua influência econômica e militar no Hemisfério Ocidental.

O mercado manteve a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 1,8% e passou a prever o dólar a R$ 5,51 ao final do próximo ano.