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Economia

Dólar cai a R$ 4,95 e fecha no menor valor em mais de 2 anos

Queda de 0,99% reflete decisões de juros e tensão no Oriente Médio

Por Gustavo Bonotto | 30/04/2026 19:00
Dólar cai a R$ 4,95 e fecha no menor valor em mais de 2 anos
Cédula do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar fechou em queda de 0,99% nesta quinta-feira (30), cotado a R$ 4,9518, menor valor desde março de 2024, influenciado por decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos e pela instabilidade no Oriente Médio. A moeda recuou com definições dentro do esperado e repercussão do cenário internacional. O resultado impacta investidores e ativos.

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O dólar fechou em queda de 0,99% nesta quinta-feira (30), cotado a R$ 4,9518, menor valor desde março de 2024, impulsionado pelo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic pelo Copom, para 14,5% ao ano, e pela manutenção dos juros americanos entre 3,50% e 3,75% pelo Federal Reserve. O Ibovespa subiu 1,39%, aos 187.318 pontos. O petróleo Brent recuou 3,41%, a US$ 114,01, após tensões no Oriente Médio.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,39% e encerrou aos 187.318 pontos. O avanço acompanha o desempenho positivo no exterior e balanços corporativos. No acumulado do ano, o indicador mantém alta.

O dólar acumula queda de 0,92% na semana, 4,38% no mês e 9,78% no ano. Já o Ibovespa registra recuo semanal de 1,78% e leve baixa mensal. Em 2026, o índice soma alta de 16,28%.

No Brasil, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. O patamar segue elevado e mantém o país atrativo para capital estrangeiro. Esse movimento contribui para a valorização do real frente à moeda americana.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa entre 3,50% e 3,75%. A autoridade monetária sinaliza cautela diante da inflação e das incertezas globais. A decisão já estava precificada.

A inflação americana, medida pelo PCE (índice de gastos com consumo pessoal), subiu 0,7% em março, maior alta desde junho de 2022. O avanço reflete o aumento no preço da gasolina. O indicador serve como referência para a política monetária dos EUA.

No exterior, o conflito no Oriente Médio mantém pressão sobre o petróleo. O barril do Brent chegou a superar US$ 125 durante o dia. No fechamento, recuou 3,41%, a US$ 114,01.

O impasse entre Estados Unidos e Irã sustenta a volatilidade no setor de energia. Restrições a portos iranianos e dificuldades no Estreito de Ormuz reduzem a oferta global. A indefinição persiste.