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Economia

Dólar cai a R$ 5,16 após mudanças em tarifas dos Estados Unidos

Moeda recua 0,14% e Ibovespa fecha em baixa com repercussão externa

Por Gustavo Bonotto | 23/02/2026 19:14
Dólar cai a R$ 5,16 após mudanças em tarifas dos Estados Unidos
Cédular do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial fechou em queda de 0,14% nesta segunda-feira (23), cotado a R$ 5,16, após mudanças na política tarifária dos Estados Unidos. O movimento ocorreu no mercado financeiro nacional e refletiu decisões recentes do governo norte-americano. No mesmo dia, o Ibovespa recuou 0,88% e encerrou aos 188.853 pontos.

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O dólar comercial encerrou em queda de 0,14% nesta segunda-feira, cotado a R$ 5,16, após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegal o "tarifaço" proposto pelo presidente Donald Trump. A moeda americana atingiu o menor nível desde maio de 2024. No cenário interno, o Ibovespa recuou 0,88%, fechando aos 188.853 pontos. O boletim Focus do Banco Central mostrou melhora nas expectativas, com redução nas previsões de inflação e taxa básica de juros para 2026.

A cotação da moeda americana atingiu o menor nível desde 28 de maio de 2024, quando fechou a R$ 5,15. Na semana, o dólar acumula baixa de 0,14%. No mês, a queda chega a 1,51% e, no ano, a desvalorização soma 5,83%.

O principal índice da bolsa brasileira também apresentou desempenho negativo no pregão. Apesar da queda diária, o Ibovespa ainda registra alta de 4,13% no mês. No acumulado de 2026, o avanço chega a 17,21%.

O mercado reagiu à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou ilegal o chamado "tarifaço" proposto pelo presidente Donald Trump (Republicano). Por seis votos a três, os ministros entenderam que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional não autoriza o presidente a criar tarifas de forma unilateral.

Mesmo após a decisão, Trump anunciou no sábado (21) uma nova taxa global de 15% sobre produtos importados. A medida usa a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite a aplicação temporária da cobrança por até 150 dias.

No cenário interno, o boletim Focus do Banco Central indicou nova melhora nas expectativas. Economistas reduziram pela sétima vez seguida a previsão de inflação para 2026, de 3,95% para 3,91%. A estimativa para a taxa básica de juros no fim de 2026 também caiu, de 12,25% para 12,13% ao ano.

O mercado ainda acompanha a agenda econômica da semana. Entre os destaques estão a divulgação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) e novos dados de emprego no Brasil.