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Economia

Inflação na Capital: alimentos têm queda, mas gasolina puxa preço do transporte

Boletim do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de junho traz comparativo

Por Cassia Modena | 10/07/2026 13:05
Inflação na Capital: alimentos têm queda, mas gasolina puxa preço do transporte
Abastecer com gasolina ficou mais caro em Campo Grande (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta sexta-feira (10) que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de junho destaca as quedas em alimentação e bebidas, mas alta nos serviços de transporte em Campo Grande, influenciada pelo preço da gasolina. Os números fazem uma comparação com maio e refletem a inflação no mês.

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O IPCA de junho em Campo Grande registrou queda de 0,52% em alimentação e bebidas, com destaque para a redução nos preços de melancia, repolho e laranja-pera. O setor de transporte subiu 0,55%, impulsionado pela gasolina. Vestuário teve a maior redução do país. No Brasil, o índice ficou em 0,16%, com inflação acumulada de 4,64% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,72% do período anterior.

Entre os alimentos e bebidas, a queda geral foi de 0,52%. Os preços que tiveram maior redução foram os da melancia (-12,67%), do repolho (-12,57%) e da laranja-pera (-9,63%). Por outro lado, o feijão carioca subiu 5,13%, a margarina 5,03% e a cebola 5,02%. Comer fora de casa ficou 0,46% mais caro.

Outra baixa nos preços registrada no boletim é no setor de habitação. Ela foi de 0,20% na Capital, a segunda menor variação entre as demais capitais e regiões metropolitanas pesquisadas. No acumulado dos últimos 12 meses, no entanto, houve alta de 5,05%.

Detergente (4,62%), mudança (2,72%), água sanitária (2,16%) e cimento (2,16%) apresentaram as maiores altas. Houve barateamento no botijão de gás (-1,01%) e impacto de -0,01 ponto percentual no índice geral, além de queda de 0,71% na energia elétrica residencial.

Transporte - A alta no grupo foi de 0,55%, com impacto de 0,12 p.p. no IPCA em Campo Grande.

A maior influência veio do aumento do preço da gasolina (0,74%), seguido de automóvel usado (1,46%) e de conserto de automóvel (0,77%).

Já a maior queda foi registrada pelo etanol (-3,41%), seguida de passagem aérea (-3,27%).

Vestuário - Esse setor na Capital teve a maior redução do País em junho em relação aos preços. O resultado interrompeu altas observadas desde dezembro de 2025.

Alguns itens registraram aumento, no entanto, como sapato infantil (1,81%), agasalho feminino (1,64%) e bolsa (1,19%). As principais quedas foram verificadas em vestido (-3,08%), conjunto infantil (-3,02%), bermuda e short feminino (-2,95%) e blusa (-2,76%).

No Brasil - O IPCA de junho ficou em 0,16%. Em 2026, a inflação é de 3,36% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 4,64%, abaixo dos 4,72% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2025, a variação havia sido de 0,24%.

A maior variação em junho (0,63%) e o maior impacto (0,10 p.p.) vieram da habitação. Alimentação e bebidas registraram queda nacional de 0,24%, um pouco inferior ao índice de Campo Grande.

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