Dólar cai a R$ 5,215 com corte da Selic; Bolsa fecha em leve alta
Mercados ajustam posições após redução de juros pelo Banco Central e manutenção de taxas pelo Fed

O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (19), sendo vendido a R$ 5,215, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o dia em leve alta, acima de 180 mil pontos. Os mercados reagiram ao primeiro corte da taxa básica de juros Selic pelo Banco Central do Brasil, anunciado ontem à noite, e também às decisões de política monetária do exterior, além do comportamento do petróleo, que chegou a se aproximar de US$ 120 por barril.
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No mercado de câmbio, a moeda americana iniciou o dia em alta, chegando a R$ 5,31 às 10h, mas reverteu o movimento ao longo do dia. No fechamento, registrou queda de 0,58% em relação ao encerramento de quarta-feira.
O Ibovespa, após abrir em baixa e recuar mais de 1,5%, conseguiu recuperar-se durante o pregão e subiu 0,35%, fechando aos 180.271 pontos. O mercado reagiu inicialmente à manutenção das taxas de juros pelo Fed (Federal Reserve), que deixou a taxa de referência nos Estados Unidos entre 3,5% e 3,75%. Em seu comunicado, o Fed destacou que a guerra no Oriente Médio aumenta as incertezas sobre preços e emprego, mantendo atenção aos riscos econômicos em ambos os lados de seu mandato.
O petróleo Brent, referência global, disparou com os ataques do Irã a refinarias e instalações de gás natural no Golfo Pérsico, atingindo US$ 119,11 por barril durante a manhã, antes de recuar para US$ 106,20. O conflito afetou países como Kuwait, Arábia Saudita e Qatar, pressionando os mercados na primeira parte do dia.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic de 15% para 14,75% ao ano, primeiro corte desde maio de 2024. Apesar da expectativa do mercado, o comunicado do BC ressaltou que as incertezas aumentaram devido à guerra no Oriente Médio, sem sinalizar cortes adicionais no próximo encontro.
No exterior, bolsas asiáticas e europeias fecharam em queda, refletindo os temores com a escalada do conflito. Em Tóquio, o Nikkei recuou 3,38%, enquanto índices europeus como FTSE 100 (Londres, -2,35%), DAX (Frankfurt, -2,76%) e CAC 40 (Paris, -2,03%) registraram perdas. O cenário reflete preocupações com pressões inflacionárias e possíveis ajustes de política monetária caso o conflito persista.
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