Agressores de mulher deveriam usar tornozeleira rosa, dizem 85% dos leitores
A Justiça de Mato Grosso do Sul expediu mais de 6 mil medidas protetivas nos primeiros 120 dias do ano.

Oitenta e cinco por cento dos leitores do Campo Grande News dizem ser favoráveis ao uso de tornozeleira eletrônica rosa para identificar agressores de mulheres. Em contrapartida, 15% dizem ser contra o projeto.
RESUMO
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Pesquisa do Campo Grande News aponta que 85% dos leitores apoiam o uso de tornozeleira eletrônica rosa para identificar agressores de mulheres, enquanto 15% são contrários. O projeto foi apresentado pela deputada Mara Caseiro na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A proposta visa monitorar agressores sob medidas protetivas. Em 2026, mais de 6 mil medidas foram expedidas no estado, uma a cada 27 minutos.
O projeto que prevê o uso da tornozeleira rosa para agressores de mulheres foi apresentado pela deputada estadual Mara Caseiro (PL) na terça-feira (4) durante sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A proposta legislativa tem como objetivo facilitar a identificação e monitoramento de agressores de mulheres sob medidas protetivas através do uso de tornozeleiras eletrônicas na cor rosa.
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O aumento dos casos de violência contra a mulher se tornou uma preocupação. Os leitores do Campo Grande News se mostraram preocupados com o número de feminicídios em Mato Grosso do Sul.
Marta Andreia de Paula comentou que ceifar vidas femininas virou esporte nacional de homens machistas e cobrou mudanças na legislação. Edna Rodrigues disse que apenas medidas protetivas não são eficazes e que o monitoramento do agressor é necessário.
O objetivo da proposta é facilitar a atuação das forças de segurança pública para intervir em casos de descumprimento de medidas protetivas e ampliar a segurança da vítima. A Justiça de Mato Grosso do Sul expediu mais de 6 mil medidas protetivas em casos de violência contra a mulher entre 1º de janeiro e 30 de abril de 2026. Nos primeiros 120 dias do ano, a média foi de uma nova medida expedida a cada 27 minutos no Estado, segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).


