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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Outubro de 2018

12/04/2018 15:27

Durante audiência sobre privatizações, deficit de servidores é uma das queixas

Cerca de 100 pessoas acompanham o evento no plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande

Gabriel Neris e Kleber Clajus
Concursados pedem o fim das privatizações em audiência pública na ALMS (Foto: Paulo Francis)Concursados pedem o fim das privatizações em audiência pública na ALMS (Foto: Paulo Francis)

As privatizações de serviços públicos considerados essenciais são tema de audiência pública, realizada na tarde desta quinta-feira (12). Cerca de 100 pessoas acompanham o evento no plenário da ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. 

O Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, Telégrafos e Similares do Estado) aponta que atualmente há um deficit de 250 profissionais, sendo pelo menos 200 envolvidos na distribuição das cartas, enquanto os demais seriam para trabalhar nas áreas de atendimento e operadores de triagem.

O vice-presidente do sindicato, Adriano Teles, acredita que os municípios do interior perderão agências e em alguns casos esta é a única presença do Estado. Ele também pontuou que o projeto da empresa está ligado a redução de profissionais, muitas vezes vinculado ao "sucateamento dos serviços para que a sociedade aprova a privatização. Isso acabaria com o papel social que está presente em todos municípios".

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) foi quem solicitou a audiência pública e pontuou o estudo feito para a desestatização da MSGás. O parlamentar acredita que a possibilidade do Estado ter recurso adicional em caixa não será boa alternativa, visto que é uma empresa bem estruturada. "Não podemos concordar com essa política de privatizar serviços que são essenciais para a população, porque o resultado imediato é o encarecimento e a perda de qualidade", afirma.

Membro da comissão de Desestatização da MSGás, Tiago Andreotti diz que além da possibilidade de aumento de 27%, em comparação com o mercado paulista, "o Estado perde o controle da infraestrutura da rede, a expansão e o desenvolvimento estratégico para municípios do interior". Segundo ele, atualmente são 67 profissionais concursados na empresa.

Edvaldo Barros, presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande, avalia que no caso dos bancos públicos, o impacto pode ser no encarecimento nas linhas de financiamento, em especial no agronegócio e na compra da casa própria. As operações de crédito realizadas no Estado somam R$ 27 bilhões, sendo R$ 24,7 bilhões originárias de bancos públicos.

"O ideal na verdade é melhorar os serviços que existem e não privatizar", defende. Conforme o sindicato, atualmente são 2,2 mil pessoas trabalhando nos bancos públicos no Estado.

Diretora de Base do Sinergia (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Energia no Estado), Luciane do Espírito Santo afirma que a Eletrosul conta atualmente com 53 profissionais concursados em Mato Grosso do Sul. Já existe, segunda ela, um processo de demissão voluntária, porém a ação pode impactar na queda de qualidade do serviço e eventualmente causar risco de apagão. "Com a privatização há um aumento de 17% na tarifa", acredita. 



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