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26/01/2014 08:59

Em 2014, geração de empregos deve repetir fraco desempenho em MS

Lidiane Kober
Em 2014, geração de empregos deve repetir fraco desempenho em MS

Em Mato Grosso do Sul, previsões indicam que a geração de empregos deve ser tímida, neste ano, e repetir fraco desempenho de 2013. A cautela se deve aos sinais de desgaste da economia internacional, associada ao ano eleitoral e a realização da Copa do Mundo no Brasil. Mas, a perspectiva não é unanimidade e alguns setores ainda apostam em um resultado positivo.

De acordo com balanço do Caged (Cadastro Geral de Empregos e Desempregados), de 2012 para 2013, a geração de empregos no Estado registrou retração de 13%. No ano passado, abriram 21.071 postos de trabalho contra 24.224, em 2012. O número é o menor desde 2010, quando a geração de empregos bateu recorde no Estado, com 28.088 novas carteiras assinadas.

Para o economista Áureo Torres, a tendência é do o resultado se repetir neste ano. “A economia internacional dá sinais de desgaste e os investimentos vêm perdendo força”, explicou. “Tudo isso indica um 2014 tímido”, emendou.

Preocupado com o ano eleitoral e a Copa do Mundo, o setor da construção civil também prevê o mesmo desempenho de 2013 e não descarta uma retração de até 3,5%. “Em ano eleitoral, tudo para no país para os políticos brigarem em programa eleitoral na TV”, comentou o presidente do SindisCon (Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de MS), Amarildo Miranda Melo.

Ele também atribui a previsão pouco otimista à burocracia e aos supostos preços baixos das obras públicas. “A burocracia é infernal e os preços públicos não são atrativos”, disse. “O setor privado paga R$ 2,5 mil por mês a um pedreiro e o público oferece R$ 900, isso é impraticável”, completou.

A Fiems (Federação das Indústrias de MS), por sua vez, informou que, em 2013, a geração de empregos atingiu crescimento de 12,4%. De acordo a entidade, o ano passado fechou com 145.953 trabalhadores frente aos 129.825 industriários de 2012.

O número é bem superior ao balanço do economista Áureo Torres, que calculou 1.282 novos postos de trabalhos no setor da indústria de transformação, uma média de 106 ao longo dos 12 meses de 2013. Neste ano, porém, a Fiems aposta em uma evolução bem inferior de no máximo 3,45%, passando de 145.953 trabalhadores para 151 mil.

Otimista – Por outro lado, o presidente do Sintracom/CG (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande), José Abelha Neto, é otimista e aposta em um saldo positivo em 2014. “A expectativa é de um mercado aquecido”, afirmou.

Para ele, justamente por conta da eleição, a tendência é os políticos acelerarem as obras no primeiro semestre do ano “para mostrar trabalho”. Também sobre as eleições, Torres informou que a tendência é abrir mais postos de trabalho no setor de serviços, como gráficas, mídias e assessorias.

Questionado sobre a influência da Copa do Mundo, o economista prevê maior movimentação no setor hoteleiro e de alimentação. “Apesar de Campo Grande não ser uma das sedes da Copa, o evento vai trazer turistas ao Estado para conhecer as belezas naturais do Pantanal e de Bonito”, comentou. Isso, no entanto, não deverá salvar o ano. “O clima é de apreensão, com poucos investimentos”, reforçou.

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