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Economia

Em MS, 27% dos advogados precisam fazer "bico" porque profissão não compensa

Com tanto profissional no mercado, alguns apelam para funções como recepcionista e motorista de aplicativo

Por Izabela Cavalcanti | 14/05/2024 10:53
Advogado assinando documento na Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso do Sul (Foto: Clara Farias)
Advogado assinando documento na Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso do Sul (Foto: Clara Farias)

Mato Grosso do Sul tem 18,8 mil advogados inscritos na OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, seccional em Mato Grosso do Sul). No entanto, o 1° Estudo Demográfico da Advocacia Brasileira mostra que 27% dos profissionais do Estado atuam em outras áreas para complementar a renda.

Outros 72% responderam que não desempenham outra atividade profissional, além da advocacia. A pesquisa não especifica quais áreas são essas para Mato Grosso do Sul, mas no Centro-Oeste, 0,7% diz que é músico; 0,6% motorista de aplicativo; e 0,4% recepcionista.

A pesquisa traz muitos números para traçar o perfil desse profissional que ano ano se forma aos montes nas universidades espalhadas pelo Estado.

Por aqui, a maioria atua na área civil (28%); em seguida está família e sucessões (18%); direito trabalhista (12%); direito previdenciário (9%); direito penal (9%); direito do consumidor (3%); direito empresarial (5%); direito imobiliário e tributário (2%); direito contratual, saúde e ambiental, eleitoral, digital e rural (1%).

Ainda conforme o levantamento, 74% são autônomos; 31% fazem parte de empresa ou escritório privado; 5% exerce cargo público na área de advocacia; e 3% está desempregado.

O local de trabalho principal é o escritório para 58%; home office para 31%; algum outro órgão, entidade ou instituição para 6%; e departamento jurídico para 3%. A maioria (47%) atua na Capital ou região metropolitana; e 33% no interior de Mato Grosso do Sul.

O tempo em que atua é de menos de 3 anos para 18% desses profissionais; de 3 a 5 anos para 16%; de 5 a 10 anos (26%); de 10 a 15 anos (19%); de 15 a 20 anos (6%); mais de 20 anos (10%).

A renda familiar é de até R$ 2.640 para 7%; mais de R$ 2.640 até R$ 6.600 para 38%; mais de R$ 6.600 até R$ 13.200 para 27%; mais de R$ 13.200 até R$ 26.400 para 13%; e mais de R$ 26.400 para 12% dos advogados.

Já a renda individual é de até R$ 2.640 para 22%; mais de R$ 2.640 até R$ 6.600, 44%; mais de R$ 6.600 até R$ 13.200, 13%; mais de R$ 13.200 até R$ 26.400, 8%; mais de R$ 26.400, 7%.

Outros - A advocacia de Mato Grosso do Sul é formada por 49% de mulheres e 51% dos homens. A maioria dos advogados (63%) tem entre 24 e 44 anos; 21% entre 45 e 59 anos; 15% de 60 anos ou mais; e 1% de 21 a 23 anos. Sobre a cor e raça, 69% se dizem branco; 26% pardo; 2% preto; 1% amarelo; e 1% indígena.

Em relação a religião, 53% são católicos; 20% evangélicos; 9% espíritas; 5% espiritualista; e 2% afro-brasileiras, ateu, agnóstico; e 3% sem religião.

A pesquisa mostra também que 55% dos advogados são casados ou tem união estável; 30% solteiro; e 14% divorciado.

A maioria (40%) não tem filho; 21% tem um; 24% tem dois; 9% tem três; 6% dos advogados tem quatro; e 1% responderam que tem cinco filhos. Sobre ser pai ou mãe solo, 83% não são e 16% responderam que sim.

(Arte: Barbara Campiteli)
(Arte: Barbara Campiteli)

A atividade realizada para melhorar a saúde é esporte e atividade física para 52%; terapia, 17%; atividades culturais, 12%; e trabalho voluntário, 7%.

Sobre plano de saúde, 65% dos advogados de MS dizem ter; 24% responderam que não e utilizam o SUS (Sistema Único de Saúde); 6% disseram que utilizam plano da OAB; e 4% responderam que pagam consulta particular.

O uso de tecnologia na advocacia facilita muito para 73%; para 2% é indiferente; e para 3% dificulta muito.

Sobre ter prerrogativa violada ou honorários aviltados, 71% responderam que nunca tiveram e 25% sim. Diante disso, 56% respondeu que não formalizou reclamação para a OAB e 31% sim; 21% não recebeu apoio e 38% sim.

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