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Campo Grande, Sábado, 18 de Agosto de 2018

24/07/2018 12:50

Entressafra do leite faz preço do queijo subir até 50% no Mercadão da Capital

Em uma das bancas, o queijo curado subiu de R$ 22,90 para R$ 27,90

Ricardo Campos Jr. e Kleber Clajus
Queijo vendido em uma das bancas do Mercadão (Foto: Kleber Clajus)Queijo vendido em uma das bancas do Mercadão (Foto: Kleber Clajus)

O período de entressafra do leite pesou no bolso dos clientes do Mercado Municipal de Campo Grande. Peças de queijo em alguns boxes, por exemplo, estão custando 50% a mais. Isso acontece principalmente porque a estiagem afeta as pastagens e derruba o volume de produção. 

Em uma das bancas, o queijo curado subiu de R$ 22,90 para R$ 27,90. Em outra, o produto saltou 52,91% ao passar de R$ 18,90 para R$ 28,90.

Já a manteiga subiu de R$ 24,90 para R$ 31,90 em um dos estabelecimentos do Mercadão, o que equivale a uma alta de 28,11%. Em outro, o produto saltou 15,38% passando de R$ 26 para R$ 30. Já o requeijão teve menor aumento, foi de R$ 40 para R$ 45, o que corresponde a alta de 12,5%.

A atendente Lucineide Duarte da Silva disse ao Campo Grande News que esse aumento nos preços acontece todos os anos. “Os clientes se assustam, mas eles consomem”, afirma. O gerente de outro box, Flavio Roberto da Silva, 32 anos, diz que mesmo com a alta, as pessoas não deixam de consumir.

Clientes compram queijo no Mercadão nesta terça-feira (Foto: Kleber Clajus)Clientes compram queijo no Mercadão nesta terça-feira (Foto: Kleber Clajus)

Os valores, segundo ela, devem ser mantidos pelo menos até setembro, quando a situação no campo tradicionalmente melhora com o fim da seca, jornalizando os preços do leite e, consequentemente, dos derivados.

Clientes – A Acompanhante de idosos Ester Escobar, 60 anos, foi ao Mercadão comprar queijo, mas desistiu aos ver os preços. “Está muito caro, tenho que fazer pesquisa de preços”, disse.

A empresária Marilene Pompeu, 61 anos, administra um buffett e usa queijos no preparo dos pratos. Por isso, ela não consegue fugir das altas comuns neste período. “Compro sempre e gosto da qualidade, mas geralmente na época da estiagem fica mais caro e não reduzo o consumo porque eu preciso”, completa.



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