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Economia

Exportações de MS reduzem, mas somam US$ 2,5 bilhões no trimestre

Volume embarcado cresce quase 12%, mas queda nos preços diminui valor total e superávit recua frente a 2025

Por Ketlen Gomes | 09/04/2026 12:14
Exportações de MS reduzem, mas somam US$ 2,5 bilhões no trimestre
Agronegócio segue como principal setor exportador do Estado e MS vende US$ 2,51 bilhões no trimestre. (Foto: Divulgação/Semadesc)

Mato Grosso do Sul exportou US$ 2,51 bilhões entre janeiro e março de 2026 e registrou uma leve queda no valor total vendido ao exterior, em relação ao mesmo período de 2025. Os dados constam na Carta de Conjuntura do Setor Externo da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

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Mato Grosso do Sul exportou US$ 2,51 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 1,66% ante 2025, embora o volume cresceu 11,83%. O agronegócio sustentou a balança, liderado por soja, celulose e carne bovina. As importações somaram US$ 751,58 milhões, alta de 10,10%, resultando em superávit de US$ 1,76 bilhão. A China absorveu 44,84% das exportações e Três Lagoas liderou entre os municípios exportadores.

Apesar da retração de 1,66% na comparação com o mesmo período do ano passado, o volume exportado cresceu 11,83%, alcançando 6,82 milhões de toneladas. No mesmo intervalo, as importações somaram US$ 751,58 milhões, alta de 10,10%. Com isso, o saldo comercial ficou em US$ 1,76 bilhão, resultado 5,93% inferior ao registrado em 2025.

O agronegócio apresentou crescimento tanto nos preços (11,11%) quanto no volume exportado (11,41%), sustentando a balança comercial do Estado. Na avaliação do secretário estadual da Semadesc, Artur Falcette, o resultado está ligado ao cenário internacional de pressão sobre preços de commodities. A situação está associada “à elevada oferta global e à instabilidade geopolítica, que tem limitado o crescimento do valor exportado, apesar do aumento do volume embarcado”, explica.

A pauta de exportações segue concentrada em produtos do agronegócio. A soja lidera com 28,32% de participação, seguida pela celulose (27,41%) e pela carne bovina (19,38%). Também aparecem entre os principais itens farelo de soja, carne de aves e milho. No trimestre, a soja retomou a liderança entre os produtos exportados, superando a celulose.

Já as importações são puxadas pelo gás natural, responsável por 24,21% do total, seguido por caldeiras de geradores de vapor (16,74%) e álcoois e derivados (9,65%). O gás voltou a ocupar a primeira posição entre os itens importados, retomando a tendência histórica após ter sido superado pelas caldeiras no bimestre anterior.

A China segue como principal destino das exportações de Mato Grosso do Sul, concentrando 44,84% das vendas externas. Na sequência aparecem Estados Unidos (8,58%), Países Baixos (4,35%) e Itália (3,0%). Houve aumento da participação norte-americana na comparação anual.

O escoamento da produção permanece concentrado em portos das regiões Sul e Sudeste. O Porto de Paranaguá (PR) responde por 40,83% das exportações, seguido pelo Porto de Santos (SP) (38,27%) e Porto de São Francisco do Sul (SC) (9,37%).

Entre os municípios, Três Lagoas lidera as exportações, com 18,94% do total estadual. Também se destacam Ribas do Rio Pardo (12,01%), Dourados (9,87%) e Campo Grande (7,59%).

Na análise por setores, a indústria de transformação apresentou retração, com queda de 3,0% nos preços e de 2,68% no volume exportado. Já a indústria extrativa teve forte redução nos preços (-45,29%), mas aumento expressivo no volume (42,36%).

Por outro lado, além da agropecuária, o grupo de “outros produtos” registrou desempenho positivo, com alta de 7,16% nos preços e de 34,97% no volume exportado.

A cotação média do dólar em março de 2026 foi de R$ 5,23, com leve alta de 0,59% em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2025, houve queda de 8,96%.

De acordo com a série histórica, Mato Grosso do Sul mantém padrão consistente de superávit comercial desde 2015, com exportações superiores às importações, impulsionadas principalmente por commodities agrícolas e produtos industriais.

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