Fabricante de brinquedos Estrela entra com pedido de recuperação judicial
Empresa alegou pressão financeira, inclusive por competição com opções on-line

A fabricante de brinquedos brasileira Estrela informou, nesta quarta-feira (20), que ajuizou ação de recuperação judicial na Comarca de Três Pontas, em Minas Gerais. O pedido afeta a marca e outras oito sócias do grupo empresarial.
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A fabricante de brinquedos Estrela, conhecida por produtos como o Banco Imobiliário e a boneca Susi, pediu recuperação judicial na Comarca de Três Pontas, em Minas Gerais. O pedido afeta a marca e outras oito empresas do grupo. A empresa cita pressões econômicas, alta dos juros e concorrência de jogos digitais como causas da crise. Fundada em 1937, a Estrela segue operando normalmente durante o processo de reestruturação.
A medida reconhece a crise econômico-financeira na empresa e tem o objetivo de evitar a falência, mantendo o emprego dos trabalhadores e submetendo um plano de pagamento de dívidas aos credores mediado pelo Poder Judiciário.
Segundo comunicado ao mercado, o pedido de recuperação judicial é necessário devido ao “contexto de pressões econômicas e setoriais relevantes”. São citados também o aumento do custo de capital, a restrição de crédito devido à alta taxa de juros e mudanças no comportamento de consumo, com a competição de jogos on-line e outras opções digitais.
A empresa segue com as operações de fabricação, vendas e administrativas como estavam, porém, “adotando as medidas necessárias para assegurar a continuidade de seus negócios ao longo do processo de reestruturação”.
Brinquedos - A Estrela lançou e ainda mantém as vendas de brinquedos que marcaram época, como o "Banco Imobiliário" e a boneca "Susi", por exemplo.
Ela foi fundada em 1937, fabricando bonecas de pano e carrinhos de madeira. Em 1944, se tornou uma das primeiras empresas do país a abrir capital na bolsa.
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