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Economia

Dólar à vista volta a cair e fecha semana cotado em R$ 5,16

Moeda recuou 0,76% nesta sexta (3), mas encerrou o período praticamente estável

Por Gustavo Bonotto | 03/07/2026 19:40
Dólar à vista volta a cair e fecha semana cotado em R$ 5,16
Cédulas do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial voltou a cair nesta sexta-feira (3) e fechou cotado a R$ 5,1680, com recuo de 0,76%, em um dia de menor movimento no mercado por causa do feriado antecipado da Independência nos Estados Unidos. Apesar da queda no último pregão, a moeda norte-americana encerrou a semana praticamente estável, com alta acumulada de 0,02%.

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O dólar comercial fechou a R$ 5,1680 nesta sexta-feira (3), com queda de 0,76%, mas encerrou a semana estável, com alta acumulada de 0,02%. No ano, a moeda acumula desvalorização de 5,84%. O Ibovespa avançou 0,74%, aos 174.070 pontos. O mercado reagiu à criação de apenas 57 mil vagas nos EUA em junho, abaixo das 113 mil esperadas, reduzindo apostas em alta de juros pelo Federal Reserve.

No mês, a moeda norte-americana registra avanço de 0,10%. O resultado do ano, porém, permanece negativo: desde janeiro, a moeda acumula desvalorização de 5,84% frente ao real.

Enquanto o dólar caiu, o Ibovespa avançou 0,74% e encerrou o dia aos 174.070 pontos. O principal índice da bolsa brasileira acumulou alta de 0,45% na semana, de 1,19% no mês e de 8,03% no ano.

O mercado repercutiu os dados mais recentes sobre o emprego nos Estados Unidos. O relatório oficial divulgado na quinta (2) mostrou a criação de 57 mil vagas de trabalho em junho, quase metade das 113 mil esperadas por economistas. A taxa de desemprego caiu de 4,3% para 4,2%.

A criação de menos postos reforçou a percepção de perda de força do mercado de trabalho norte-americano. Esse cenário reduziu as apostas em uma alta de juros na próxima reunião do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

A expectativa sobre os juros americanos influencia diretamente o câmbio. Taxas mais altas nos Estados Unidos tornam os investimentos no país mais atraentes e podem aumentar a procura por dólares. Quando o mercado vê menor chance de alta, a pressão sobre a moeda tende a perder força.

No Brasil, investidores acompanharam os dados da produção industrial. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a atividade das fábricas caiu 0,2% em maio na comparação com abril. Em relação ao mesmo mês de 2025, houve avanço de 0,2%. O resultado ficou abaixo das projeções do mercado.