Feirão mostra que até quem ganha salário mínimo pode financiar 1º imóvel
Com subsídios e composição de renda, compradores conseguem reduzir entrada e valor das parcelas

Em feirão, até quem recebe um salário mínimo pode conquistar o sonho do primeiro imóvel, segundo corretores. No entanto, a recomendação é juntar rendas para conseguir aliviar o valor das parcelas.
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O 11º Feirão Habita Mais CG foi aberto nesta quarta-feira (12) no Pátio Central Shopping, em Campo Grande, com mais de mil cotas de subsídio oferecidas pela Prefeitura para famílias com renda de até R$ 16 mil. O evento, promovido pela Emha, segue até 22 de agosto e reúne nove empresas com imóveis a partir de R$ 210 mil. Segundo corretores, até quem recebe um salário mínimo pode adquirir a casa própria, especialmente com composição de renda.
Esta quarta-feira (12) marcou a abertura do 11º Feirão Habita Mais CG, promovido pela Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários) em parceria com incorporadoras e corretoras da Capital. Até o dia 22 de agosto, o evento, realizado no Pátio Central Shopping, disponibilizará subsídios para pessoas com renda de até R$ 16 mil.
Conforme o secretário da Emha, Cláudio Marques Costa Júnior, mais de nove empresas participam do feirão, com imóveis em fase de construção e também em etapa final de entrega. Segundo ele, o subsídio chega para facilitar o acesso ao financiamento.
“A fase mais difícil para você comprar um imóvel normalmente é na entrada, e a prefeitura vem com esse cheque hoje, com um número recorde de mais de mil cotas disponíveis, com recursos 100% da Prefeitura de Campo Grande, para que a gente possa ofertar esse acesso”, diz.
Segundo Edineia Texeira, gestora comercial da MRV, o subsídio ajuda a reduzir o valor da entrada. “Se ele tinha que pagar 20% do imóvel, esse subsídio vai abater nesses 20%, melhorando a capacidade dele na compra e ajudando ele a parcelar, com parcelas menores ali na fase de obra, a diferença”.
O público-alvo do feirão se enquadra na faixa 1 dos compradores, formada por pessoas com renda de até R$ 3.200. Para esse grupo, o valor da parcela do financiamento tem teto de R$ 770, o que, segundo Edineia, limita a escolha do imóvel.
Mesmo com a limitação, quem recebe apenas um salário mínimo, de R$ 1.621, também pode adquirir o imóvel próprio. “A gente tem imóveis a partir de R$ 225 mil. Hoje, eu tenho pouquíssimas unidades, o mercado também não tem tantas unidades. Porque, para esse público de salário mínimo, a gente precisaria desse imóvel, que ele financia um valor menor, mas ele tem um subsídio federal maior”.
Ela ainda explica que outra forma de reduzir o valor da parcela é a composição de renda. O método consiste em juntar rendas, como a do marido ou da esposa, para financiar o imóvel.
Na construtora onde Edineia atua, os imóveis mais acessíveis ficam localizados na Vila Nasser, Pioneiras e Jardim Panamá. Nesses bairros, os apartamentos custam de R$ 225 mil a R$ 250 mil.
Para quem busca casas, o diretor da Click Imóveis, Edson Lopes, diz que os imóveis mais acessíveis estão nas áreas periféricas da Capital. “Jardim Colúmbia, Jardim Anache, Moreninhas, são os imóveis mais periféricos, porque o imóvel mais central é mais caro, porque o terreno é muito mais caro. Eles estão na faixa de R$ 220 mil, de R$ 210 mil a R$ 220 mil”.

Com 15 anos de experiência na corretagem, Edson afirma que a entrada ainda é o maior empecilho para conquistar a casa própria. “Com esses feirões a gente consegue zerar a entrada, e às vezes o construtor ainda paga a documentação, então a pessoa que tem o nome sem restrições, que tiver uma renda comprovada, consegue comprar um imóvel sem entrada, e isso ajuda muito as pessoas”.
Esse é o caso de Vanessa Acosta, de 34 anos, que há 10 anos tenta sair do aluguel. “Meu maior desafio era o nome limpo, que eu consegui limpar agora. E a entrada, né? Agora é facilitada. Então, é uma ótima oportunidade porque a entrada era o que pesava bastante”, conta.
Vanessa ainda passava pela avaliação de crédito enquanto conversava com a reportagem, mas a expectativa era alta. “Estou com uma expectativa alta, querendo sair hoje com a casa própria”.
Já Ana Aline Lopes, de 34 anos, passou pela avaliação e aguardava as informações finais sobre o valor das parcelas e do imóvel para o qual conseguiu aprovação. “O principal objetivo da gente que é mãe, é deixar alguma coisa pros filhos. E isso aí, muito feliz. Estou com expectativa alta e saindo daqui com um coração explodindo de felicidade”, comentou.
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