A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 21 de Outubro de 2018

01/05/2018 17:39

Feriado de 1º de Maio é dia de trabalho e expectativa de lucro para ambulantes

Praça do Rádio recebeu, além de público para Festa do Trabalhador, dezenas de comerciantes que veem no evento oportunidade de faturar

Humberto Marques e Kleber Clajus
Praça de alimentação na Festa do Trabalhador contava com dezenas de barraquinhas. (Fotos: Kleber Clajus)"Praça de alimentação" na Festa do Trabalhador contava com dezenas de barraquinhas. (Fotos: Kleber Clajus)

A folga é para os trabalhadores, mas para ambulantes de Campo Grande, o 1º de Maio também é sinônimo de vendas para quem deseja curtir a folga. Não por acaso, diversas barraquinhas e vendedores se instalaram desde a madrugada desta terça-feira na praça do Rádio, onde, horas depois da chegada dos comerciantes, teve início a festa organizada pela Força Sindical –que esperava atrair 40 mil pessoas ao Centro da cidade.

As estruturas no entorno da Festa do Trabalhador começaram a ser montadas às 1h30 desta terça –embora tivessem sido delimitadas um dia antes, conforme os próprios ambulantes. Foi o horário em que a empresária Denise Guimarães, 35, chegou para instalar a estrutura na qual vendia nesta tarde pacotes de batata chips a R$ 4. Há 12 anos no ramo, ela foi para a praça com mais três pessoas.

“Provavelmente o movimento começa a melhorar perto do fim do evento, entre as 19h e as 20h”, contou Denise, que normalmente vende seus produtos na Orla Morena.

Em outro ponto da praça, Sueli Ferreira, 31, saiu direto de outro evento, na Esplanada Ferroviária, direto para o local. “Cheguei por volta da 1h”, contou ela, que há dois anos vendia pães caseiros e, nos últimos seis meses, passou a apostar nos cachorros-quentes.

Denise chegou de madrugada na expectativa de realizar boas vendas...Denise chegou de madrugada na expectativa de realizar boas vendas...
... assim como Sueli, que emendou outro evento de olho nas vendas durante o feriadão... assim como Sueli, que "emendou" outro evento de olho nas vendas durante o feriadão

Renda extra – Antônio Carlos da Silva, 71, e a mulher, Elizabeth Kammer, 63, são feirantes há 30 anos, com um roteiro de 27 feiras por semana. E marcaram presença em todas as Festas do Trabalhador até aqui com a barraca de pastéis, vendidos a R$ 4 –ou três por R$ 10, conforme disse Cleyton, um dos filhos do casal.

Desde as 19h de ontem no local, “porque se não não pega lugar bom”, como explicou Antônio, a intenção era vender até dois mil pastéis até as 22h. Cleyton, que é corretor de imóveis, afirma que aproveita o evento para “complementar a renda”.

Como ele, a auxiliar-administrativa Gleice Quintino, 25, ajudava a mãe com um carrinho de churros. “Viemos do Parque do Sol para o evento”, contou ela. O “time” tinha o reforço de mais duas pessoas.

A festa também foi vista como oportunidade pelo vendedor Ayrton Rodrigues, 23, que pela primeira vez levava ao local espetinhos para a venda. Porém, segundo ele, o movimento acabou frustrado pelo fato de muitas pessoas levarem para a praça comidas e bebidas de casa.

Foi a escolha do casal Genivaldo Segóvia, 41, e Cláudia da Silva Duarte, 31, que levou frutas, biscoitos, água e suco para a família. “Optamos porque é mais prático e econômico”, contou ela, ao lado dos filhos de 10 e 2 anos, que pretendiam ficar na festa até começar a escurecer. (Colaborou Miriam Machado)



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions