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Economia

Financiamento pelo Minha Casa, Minha Vida chega a R$ 1 trilhão

Caixa concentra 68% do mercado de crédito imobiliário e impulsiona alta das contratações habitacionais no País

Por Kamila Alcântara | 01/07/2026 17:56
Financiamento pelo Minha Casa, Minha Vida chega a R$ 1 trilhão
Residencial em construção para financiamento no modelo Minha Casa, Minha Vida (Foto: Divulgação)

A Caixa Econômica Federal chegou a R$ 1 trilhão na carteira de crédito imobiliário e manteve a liderança absoluta no financiamento de moradias no Brasil. O marco foi anunciado nesta quarta-feira (1º) e representa crescimento de mais de 14% em um ano.

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A Caixa Econômica Federal atingiu R$ 1 trilhão na carteira de crédito imobiliário, com crescimento de 14% em um ano. No primeiro trimestre de 2026, foram originados R$ 64,2 bilhões, alta de 30,6%. Cerca de 58,4% da carteira está vinculada ao Minha Casa, Minha Vida, que financiou 659,2 mil unidades no último ano. O funding total chegou a R$ 2,03 trilhões em março de 2026.

Isso significa mais contratos e mais famílias entrando no sistema de financiamento, com destaque para o Minha Casa, Minha Vida. No primeiro trimestre de 2026, a instituição originou R$ 64,2 bilhões em crédito imobiliário, alta de 30,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O ritmo repete uma sequência de recordes recentes: R$ 223,6 bilhões em 2024 e R$ 246,4 bilhões em 2025 em contratações habitacionais. A maior parte desse volume tem um endereço conhecido, o programa habitacional federal. Segundo o próprio banco, cerca de 58,4% da carteira está ligada ao Minha Casa, Minha Vida, que sozinho respondeu por 659,2 mil unidades financiadas no último ano.

Em evento de divulgação, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, afirmou que o resultado está ligado à ampliação do acesso à moradia e à estratégia de diversificação de recursos. Em outra frente, o ministro das Cidades, Vladimir Lima, destacou o impacto social da política habitacional e a capilaridade do banco nos municípios.

Apesar do peso do crédito social, o banco também tenta avançar em outros segmentos, como o financiamento para a classe média, com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). A ideia é reduzir a dependência de uma única fonte de recursos e ampliar o alcance da carteira de crédito.

Hoje, o banco trabalha com uma estrutura de financiamento que mistura poupança, FGTS e instrumentos de mercado, como letras de crédito imobiliário. O funding total chegou a R$ 2,03 trilhões em março de 2026, dentro de uma operação considerada estável pela instituição.

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