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Economia

Governo quer aumentar etanol na gasolina para 32% ainda neste semestre

Medida busca reduzir dependência de combustíveis importados e conter impactos externos

Por Ângela Kempfer | 08/04/2026 16:03
Governo quer aumentar etanol na gasolina para 32% ainda neste semestre
Bomba de diesel em posto de combustíveis de Campo Grande (Foto: Arquivo)

O governo federal pretende elevar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% ainda no primeiro semestre de 2026. A informação foi confirmada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira ao jornal Folha de São Paulo. Ele defende a medida como estratégia para reduzir a dependência externa de combustíveis.

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O governo federal planeja elevar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% no primeiro semestre de 2026. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defende a medida para reduzir a dependência externa de combustíveis. O Brasil ainda importa cerca de 15% da gasolina e 30% do diesel consumidos no país. Dados da ANP apontam alta média de 8% no preço da gasolina após conflitos no Oriente Médio.

Segundo o ministro, o cenário internacional, marcado por conflitos e instabilidade no mercado de petróleo, reforça a necessidade de o Brasil ampliar o uso de biocombustíveis. “O país sai na frente porque já avançou nesse setor”, afirmou durante evento no Rio de Janeiro.

Atualmente, o Brasil ainda importa cerca de 15% da gasolina consumida e aproximadamente 30% do diesel. Com a alta recente nos preços internacionais, o impacto já começou a chegar ao consumidor. Dados da ANP indicam aumento médio de 8% no preço da gasolina nos postos após a escalada do conflito no Oriente Médio.

Além da ampliação do etanol na gasolina, o governo também pretende incentivar a produção nacional de diesel e reduzir a dependência de importações de gás de cozinha. A estratégia faz parte de um plano mais amplo para fortalecer a autonomia energética do país.

O ministro também criticou a política de preços atrelada ao mercado internacional, principalmente no caso da gasolina. Para ele, a Petrobras deve priorizar o interesse interno, considerando que o país já tem capacidade próxima da autossuficiência nesse combustível.