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Economia

Hortifruti está na mesa de 90%, mas orgânico é 9º na prioridade de consumidor

Levantamento da Fecomércio e Sebrae MS ouviu moradores de 14 bairros da Capital para saber hábitos de consumo de verduras

Por Rosana Siqueira | 18/02/2020 15:15
Mulheres são responsáveis por compra de frutas e legumes em 48% das casas da Capital. (Henrique Kawaminami)
Mulheres são responsáveis por compra de frutas e legumes em 48% das casas da Capital. (Henrique Kawaminami)

Mais de 90% da população de Campo Grande consome frutas, legumes ou verduras, no entanto o aspecto nutricional e a opção por orgânicos não estão entre as prioridades destes consumidores. Numa lista de importância de um a dez - e apesar do uso exagerado de agrotóxicos ser o tema do momento da agricultura -, a busca por orgânicos fica em 9º lugar no item de prioridades. 

E mais o estudo descobriu que apenas 41% fazem atividade física regularmente. Os dados são da pesquisa de Consumo de Hortifruti em Campo Grande realizada pelo Instituto De Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS e o Sebrae/MS.

O estudo ouviu 260 campo-grandenses em 14 bairros da cidade e foi feita em agosto do ano passado. Foram entrevistados moradores dos bairros Santa Fé, TV Morena, Coophatabralho, Mata do Jacinto, Coronel Antonino, Monte Castelo, São Francisco, Santo Amaro, União, Coophavila II, Piratininga, Aero Rancho. Centenário, Moreninhas, Jardim Panamá e Parque do Lageado.

A analista técnica do Sebrae/MS Vanessa Schimidt explica que o objetivo da pesquisa foi conhecer os hábitos de compra da população sobre estes itens para poder orientar melhor os comerciantes que atuam nesta área. “Dessa forma ele pode saber melhor como conduzir o seu negócio e atender a preferência da clientela”, frisou.

Mas para quem pensa que o preço é o item mais importante na hora de fazer a compra, está muito enganado. O levantamento apontou que o consumidor quer primeiro escolher pessoalmente seus hortifrútis, depois decide pela aparência, textura, cheiro e só então pensa no preço. Os aspectos nutricionais também estão no final da lista de preocupação, assim como a opção por orgânicos e produtos já higienizados. "Eles estão preocupados em consumir, mas não estão preocupados com características nutricionais ou de higiene que vão além do preço", destaca a analista do Sebrae. 

O supermercado ou atacarejo ainda é o lugar preferido para aquisição dos produtos, cerca de 70% dos ouvidos pela pesquisa deram esta opção, em segundo vem os sacolões e só depois as feiras livres.

No estudo ficou claro ainda que 50% dos entrevistados compram hortifrutis uma vez por semana: 15% apenas uma vez por mês; 9% três vezes por semana: 8% duas vezes por semana: 8% diariamente; 7% duas vezes por mês e 1% outro. O dia preferido ainda é a quinta-feira, em segundo lugar a quarta e por útimo os finais de semana.

Aparência das frutas e textura são itens essenciais na hora de fechar a compra. (Henrique Kawaminami)
Aparência das frutas e textura são itens essenciais na hora de fechar a compra. (Henrique Kawaminami)

O gasto médio varia de R$ 40,01 a R$ 60 por semana, segundo a economista da Fecomércio, Daniella Dias. “Notamos que a compra nestes valores é maior entre as classe B e C, ou seja 36% dos entrevistados dispendem isso por compra”, afirmou. Já a classe A gasta mais de R$ 60 com hortifrútis toda semana.

O planejamento na hora de fazer o sacolão também é bem precário, segundo o levantamento. Apenas 34% dos entrevistados sinalizaram fazer compras de maneira planejada e utilizando listas; 29% compram porque viram a promoção; 22% compra de forma aleatória e sem dia certo; 13% porque já estavam no local; e 1% de forma impulsiva e sem refletir se precisava mesmo daquilo.

Mulheres - As mulheres continuam sendo as grandes responsáveis também por pensar mais na saúde da família. Em 48% dos lares a mulher é quem executa a compra de hortifrúti, em 61% dos casos, os demais integrantes influenciam na compra hortifrútis.

São elas também que mais buscam mais a compra de produtos orgânicos., A pesquisa descobriu por exemplo que o perfil do consumidor do orgânico é mulher, com mais de 46 anos, trabalha em empresa privada e tem filhos. "Mas este mercado está em franco crescimento na cidade" apontou a economista Daniela Dias.