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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Junho de 2018

21/08/2014 15:36

Indústria fecha julho com deficit e geração de empregos é a pior em 4 anos

Priscilla Peres
No mês passado, indústria foi responsável por mais de 200 demissões. (Foto: Fiems)No mês passado, indústria foi responsável por mais de 200 demissões. (Foto: Fiems)

A indústria terminou o mês de julho com deficit de 216 demissões em Mato Grosso do Sul, contribuindo para o menor crescimento no número de empregos formais da série histórica analisada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) o Estado gerou 689 empregos no mês passado, quarto pior resultado desde 2003.

Em 2013, 2009, 2008 e 2007 a evolução do emprego formal de Mato Grosso do Sul teve deficit devido principalmente a uma crise nos três anos seguidos. Os dados de julho de 2014 comparado ao mesmo mês do ano passado apresentam crescimento de 1,47% na formalização de empregos.

O Caged formaliza os dados conforme o saldo entre demissões e admissões de cada setor de atividade econômica. Em julho, a indústria teve o pior desempenho, seguido da agropecuária (-129), administração pública (-20) e extrativa mineral (-13). O saldo de empregos no mês se deve ao setor de Serviços que contratou 650 funcionários no mês. A Construção Civil registrou saldo de 239 postos, o comércio de 156 e os serviços industriais de 22.

Interior - Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o município de Paranaíba - distante 422 km de Campo Grande, teve deficit de 105 demissões em julho, seguido de Três Lagoas com 65, Corumbá com 53 e Abambai com 24 postos de trabalho a menos.

O Caged analisa os dados de emprego formal em municípios com mais de 30 mil habitantes. Nesse ranking, Campo Grade aparece em primeiro, com a criação de 318 empregos formais, seguido de Naviraí com 113 e Maracaju com 105.

O diretor de Indústria e Comércio de Três Lagoas, Diógenes Marques, explica que o município tem picos de obras e que passa por um momento baixo. "Muitas das demissões são do consórcio UFN 3 que por estar em fase final de obras está demitindo funcionários", explica.

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