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Interior

Condenado a 37 anos por fraudes, empresário “Frescura” é preso pela 4ª vez

Ao todo, foram cinco presos em esquema para camuflar bens obtidos com a corrupção

Por Aline dos Santos | 26/02/2026 10:15
Condenado a 37 anos por fraudes, empresário “Frescura” é preso pela 4ª vez
"Frescura" em 2023, quando foi preso na primeira fase da operação Tromper. (Foto: Marcos Maluf

O empresário Ueverton da Silva Macedo, conhecido como “Frescura”, voltou a ser preso nesta quinta-feira (dia 26), durante operação do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) em Sidrolândia, a 71 km de Campo Grande. É a quarta prisão desde 2023.

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O empresário Ueverton da Silva Macedo, conhecido como "Frescura", foi preso pela quarta vez em Sidrolândia, Mato Grosso do Sul. A prisão ocorreu durante a Operação Camuflagem, desdobramento da Operação Tromper, que investiga esquemas de corrupção na região. Condenado a 37 anos de prisão em agosto de 2023, Macedo é acusado de liderar um esquema de lavagem de dinheiro através de empresas de fachada e movimentações financeiras fraudulentas. O empresário, que estudou até a 5ª série, movimentou R$ 10,2 milhões em quatro anos, utilizando uma rede de pessoas físicas e jurídicas para ocultar patrimônio.

Deflagrada hoje, a Operação Camuflagem deriva da Tromper, ofensiva contra a corrupção que teve quatro fases entre 2023 e 2025. Em agosto do ano passado, Ueverton foi condenado a 37 anos de prisão.

Apontado como um dos líderes,  ele controlava empresas de fachada e coordenava a execução fraudulenta de contratos. Agora, foi alvo por operar um esquema para camuflar bens obtidos com a corrupção.

“A operação decorre do aprofundamento das investigações relacionadas às fases anteriores da Operação Tromper e tem como objetivo apurar a prática do crime de lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores”, aponta o Gecoc, que atuou em apoio à 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Sidrolândia.

O nome da ação desta quinta-feira remete à tentativa de esconder a verdadeira origem e titularidade de valores, mediante o uso de uma rede de apoio destinada a mascarar as movimentações financeiras.

A nova etapa foi autorizada diante da identificação de indícios de que um dos integrantes da organização criminosa já investigada utilizava uma rede estruturada de apoio, composta por pessoas físicas e jurídicas interpostas. A finalidade era movimentar recursos financeiros, ocultar patrimônio e frustrar medidas judiciais de bloqueio e constrição patrimonial.

“Conforme apurado, a estrutura investigada envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas formalmente registradas em nome de comparsas e a interposição de pessoas para a realização de pagamentos e movimentações financeiras em benefício do investigado e de sua família, inclusive durante período de segregação cautelar”.

Coleção de prisões – A primeira prisão foi em 21 de julho de 2023. Ex-candidato a vereador, que estudou até a 5ª série do ensino fundamental e que trabalhava como encarregado geral de operações de conservação de vias, Ueverton movimentou R$ 10,2 milhões no período de quatro anos (de primeiro de janeiro de 2017 a 6 de dezembro de 2021), conforme a investigação.

Ele voltou a ser preso em 3 de abril de 2024, numa nova fase da Tromper. Dias depois, foi solto por decisão do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Mas, em outubro de 2024, acabou preso por compra de votos antes da eleição.

Demais alvos – Além de Ueverton, foram presos na Operação Camuflagem Juliana Paula de Silva (esposa de “Frescura”) e Gedielson Cabral Nobre. Os três são representados pelo advogado Arlei de Freitas.

“Eu ainda estou me inteirando sobre a situação, porque o processo está em segredo de Justiça. Vou juntar a procuração nos autos e ver quais foram os fundamentos da decretação da prisão preventiva”, afirma Freitas.

A defesa deve solicitar a revogação da preventiva ou conversão em domiciliar. Conforme o advogado, até o telhado da casa de Ueverton foi vistoriado durante o cumprimento do mandado de busca.

Gedielson Cabral Nobre é o nome empresarial da Prestadora de Serviços Nobre, localizada na Avenida Antero  Lemes da Silva, Bairro Vival dos Ipês, em Sidrolândia.

A operação do Gecoc também prendeu Ewerton Lucero, que é condenado a 15 anos de prisão pelas fraudes em licitações, e Flaviana Barbosa de Sousa.

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Matéria editada às 10h58 para acréscimo de posicionamento da defesa dos presos