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Economia

Inflação na Capital fica acima da média nacional e energia pesa no orçamento

Por Liana Feitosa | 10/06/2015 11:17

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrado em Campo Grande no mês de maio foi de 0,88%, valor acima da média nacional, que foi de 0,74%. O IPCA da Capital também ficou acima do levantado em capitais como São Paulo (0,69%), Rio de Janeiro (0,35%) e Brasília (0,25%).

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que desenvolve o levantamento, Brasília apresentou o menor índice em virtude da queda de 23,72% nos preços das passagens aéreas, que com peso de 2,07% gerou impacto de -0,49%. O índice geral nacional apresentou variação de 0,74% em maio e ficou 0,03% acima da taxa de abril (0,71%).

Por outro lado, em Campo Grande o índice registado em abril foi de 0,68%, contra 0,88% registrado no mês seguinte. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação foi de 9,19%, ficando atrás somente de Curitiba (9,61%), Goiânia (9,42%) e Rio de Janeiro (9,31).

Culpada - A energia elétrica voltou a figurar como a maior contribuição individual para o aumento, responsável por 0,11% do índice em maio, com alta de 2,77%. As despesas das famílias com energia é um dos principais itens, com participação de 3,89% na estrutura de pesos do IPCA. Em maio, em algumas regiões pesquisadas, o aumento nas contas ultrapassou 10%, puxando o índice para cima.

De acordo com o IBGE, com a alta de maio e dos meses anteriores, o consumidor passou a pagar, em média, 41,94% a mais pelo uso da energia neste ano. No acumulado dos últimos 12 meses, as contas estão 58,47% mais caras.

Maiores - As maiores variações ocorreram nos grupos de Habitação (1,22%), taxa de água e esgoto (1,23%), Alimentação e Bebidas (1,37%) e Saúde e Cuidados Pessoais (1,10%).

O menor resultado ficou com o grupo de Transportes (-0,29%). Segundo o instituto, o índice ocorreu devido à queda no item passagens aéreas, o que gerou contribuição de -0,10% no índice do mês.

O maior índice regional foi registrado na região metropolitana de Recife (1,51%), onde os alimentos aumentaram 2,32%, número bem acima da média nacional, que foi de 1,37%. Além disso, itens como energia elétrica (12,20%) e gasolina (5,20%) também pressionaram o resultado.

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