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21/09/2013 19:34

Metade das vagas de trabalho para pessoas com deficiência não são preenchidas

Yara Aquino, Agência Brasil

Na data em que se promove o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, 21 de setembro, a avaliação é que há desafios a serem enfrentados para garantir o acesso das pessoas com deficiência ao mercado de trabalho. De acordo com o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), Antônio José Ferreira, nem 50% das vagas de trabalho que deveriam estar ocupadas por deficientes, de acordo com a Lei 8.213 de julho de 1991, estão preenchidas.

Desde 1991, a lei determina que empresas com mais de 100 funcionários devem destinar de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência. Em 2011, um total de 325,3 mil pessoas com deficiência tinham vínculo empregatício, de acordo com a última Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho. O número seria 700 mil se a lei fosse integralmente cumprida, de acordo com o presidente do Conade.

“Com a lei de cotas, temos conseguido que as pessoas com deficiência tenham participação no mercado de trabalho, mas a participação é tímida. Se tivéssemos todas as vagas ocupadas seriam 700 mil pessoas com deficiência empregadas e ainda são 325 mil. Temos mais vagas disponíveis do que pessoas com deficiência no mercado de trabalho”.

A renda média das pessoas com deficiência foi R$ 1.891,16 em 2011, de acordo com os dados da Rais. A maioria dos empregados tem ensino médio completo – são 136 mil. Os homens predominam.

A qualificação adequada não é o principal entrave para a contratação de pessoas com deficiência, na avaliação de Antônio José. “Isso se dá não apenas pela questão da capacitação. Isso se dá pelo desconhecimento que o empresário tem do que pode fazer uma pessoa com deficiência”, disse.

As ações para capacitação dos deficientes vem ganhando força. Com o lançamento do Programa Viver sem Limites pelo governo federal, em 2011, foram destinadas 150 mil vagas do Programa Nacional do Ensino Técnico às pessoas com deficiência. Nos últimos seis anos, o Senai formou 78,3 mil deficientes. Em 2007, foram 10 mil matrículas e, em 2012, chegou a 17 mil matrículas.

O presidente do Conade avalia que o cumprimento das leis que garantem direitos aos deficientes, seja em áreas com educação, acessibilidade e trabalho tem avançado. Ele observa, no entanto, que é preciso criar uma cultura de inclusão na sociedade brasileira. “No caso das pessoas com deficiência não temos leis que sejam punitivas, então, temos que fazer sensibilização, campanhas”, disse.

De acordo com dados o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 45,6 milhões de pessoas com pelo menos um tipo de deficiência, o que representa 23,92% da população.

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Aproveito aqui para denunciar a FADEMS que teve o prazer de dificultar e conseguir impedir o aproveitamento de vaga em concurso de uma canditada portadora de CID específico. O que aconteceu foi uma vergonha para a FADEMS (Empresa prestadora de concurso sediada em Campo Grande) que lutou para derrubar ( e derrubou) uma candidata concorrente em vaga "portadores de deficiência". A imagem que ficou foi que a Empresa não presta bons serviços e nem se importa com a situação daqueles que já sofrem desigualdade (portador de algum tipo de deficiência).
Se o Sr. Antonio José Ferreira, presidente do CONADE, ler essa notícia e desejar conhecer a atitude inimiga da FADEMS em relação aos portadores de deficiência e só solicitar que tenho todo o histórico e documentos comprobatórios.
 
Nivaldo Silva em 22/09/2013 18:17:40
Como eu venho dizendo, o problema não é a falta de vagas, muito pelo contrário. Tudo o que se vai fazer hoje em dia, seja participar de um processo seletivo ou um concurso, as vagas destinadas estão lá, se houver alguma falha os MP da vida vão em cima e mandam refazer tudo. O problema é que o povo, mesmo e principalmente a maioria dos deficientes, não querem saber de trabalhar mesmo, pra que? Ter que acordar cedo, depender de transporte público, cumprir uma jornada de 8 horas diárias de serviço. É muito mais fácil, cômodo e prático ficar sendo sustentado pelo governo com as "bolsas tudo" que o governo agracia quem não quer saber de dar duro na vida.
 
Ivone Arguelho em 22/09/2013 09:58:18
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