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Economia

Obras serão primeiras afetadas por queda de R$ 21 milhões na arrecadação

Medidas de contingenciamento são estudadas pela prefeitura para período pós-pandemia

Por Tainá Jara | 06/04/2020 20:21
O secretário municipal de Finanças, Pedro Pedrossian Neto (Foto: Arquivo)
O secretário municipal de Finanças, Pedro Pedrossian Neto (Foto: Arquivo)

A queda de pelo menos de R$ 21 milhões mensais na arrecadação, diante das medidas de tomadas para conter o avanço do novo coronavírus, vai levar a prefeitura a congelar investimentos, como os feitos em obras, para equilibrar as contas no período pós-pandemia. De acordo com o secretário municipal de Finanças, Pedro Pedrossian Neto, o município prepara plano de contingenciamento, mas espera por número mais contundente do prejuízo para definir quais serão as medidas.

Nos pouco mais de 20 dias em que estão em vigor as medidas para evitar aglomerações, instituídas pela prefeitura, a arrecadação caiu cerca de 80%. “Eu considero que a gente tenha perdido cerca de R$ 1 milhão por dia até esta terceira semana de decretos em vigor”, calcula o secretário.

Deficit era esperado no mês março, mas dentro da margem que costuma oscilar, de R$ 10 milhões. Mesmo sem 30 dias fechados de arrecadação a perda foi de R$ 21 milhões.

Pedrossian avalia que o cenário pode ser ainda pior, pois o período de pandemia começou quando a arrecadação do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Impostos Sob Serviço de Qualquer Natureza), referente ao mês de fevereiro, encontrou no caixa. “Esse número vai ser ainda maior em abril”, estima.

Tendo o valor real da perda, a prefeitura vai precisar instituir ações para mitigar o prejuízo com algumas medidas. “A gente pode tomar medidas mais leves com a retomada mais gradual do comércio”, explicou. Nesta segunda-feira, os estabelecimento do centro voltaram a funcionar com medidas de segurança.

Investimentos, como obras que carecem de recursos próprios e tapa-buraco, será o primeiro setor a sofrer com o contingenciamento de gastos, pois, não são considerados serviço essenciais. A verba de custeio, que inclui a compra de itens básicos para o funcionamento dos órgão públicos, como água e luz, será a segunda opção para sofre redução. “Por último vamos pensar em reduzir despesas com pessoal”, explicou.

As contas - Durante todo o ano passado, a prefeitura arrecadou com impostos, taxas e contribuições mais de R$ 1 trilhão. O total de investimentos no período foi de R$ 161 milhões. No gasto com pessoa, a prefeitura fechou o ano de 2019 em alerta.

No acumulado de janeiro a dezembro, foi gasto R$ 1,7 bilhão com salários, obrigações patronais e benefícios previdenciários. O valor corresponde a 51,17% da arrecadação no mesmo período.