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Economia

Pesquisa e planejamento? Veja como economizar na compra do material escolar

A economista comportamental, Andréia Saragoça ensina: para ter escolha, é preciso ter informação

Por Lucia Morel e Flávio Veras | 19/01/2022 06:58
Adolescente verifica lista de material escolar. (Foto: Marcos Maluf)
Adolescente verifica lista de material escolar. (Foto: Marcos Maluf)

Como fugir dos altos preços do material escolar neste período que antecede o início do ano letivo? Com diferença de valores que chegam a 1.000%, conforme pesquisa do Procon de Mato Grosso do Sul, é preciso suar a camisa e ter pelo menos três opções diferentes de orçamento para garantir uma compra mais em conta.

A economista comportamental Andréia Saragoça ensina: para ter escolha e poder economizar, é preciso ter informação e neste caso, saber o valor dos produtos em locais diferentes vai fazer a conta fechar menos no vermelho. “Se pesquisar, a pessoa consegue economizar, mas o que maioria faz? Chega na livraria e por comodidade, compra tudo ali mesmo”, o que segundo ela, não é adequado para o bolso.

A especialista comenta que se houver diferença de preço na pesquisa, pode compensar comprar os materiais escolares em lojas diferentes, daí, o caso será também de se programar para gastar o combustível de uma só vez, já que este também está caro.

Cestinha cheia de material para a pequena Maria Alice. (Foto: Marcos Maluf)
Cestinha cheia de material para a pequena Maria Alice. (Foto: Marcos Maluf)

“É possível comprar a mesma lista em lugares diferentes, mas precisa pesquisar, se organizar e pensar no combustível. Pensa o trajeto, e se for passar em algum local que fique perto da livraria, já passa lá e compra o que precisa”, avalia, enfatizando que o ideal é fazer pesquisa de preço em pelo menos três lojas diferentes.

Saragoça ainda afirma que não se pode fazer esse tipo de compra de última hora e que é preciso dar também uma olhada geral na lista de materiais para ver se o que a escola pede não é exagero.

Sobre compras em grupo, quando pais se juntam para comprar num mesmo lugar, a economista cita ser válido, mas ainda assim, cita que a pesquisa em diferentes livrarias precisa ser feita. “De que adianta ter desconto se o preço não for bom?”, questiona.

A dona de casa Claudia Marques está fazendo a compra de materiais escolares da pequena Maria Alice pela primeira vez. Para ela, o susto nos preços não foi tão grande, porque acredita que a escola não pediu uma lista muito extensa, mas nem por isso deixou de pesquisar os melhores valores, e claro, adotar uma diferenciação na hora da compra.

“O que for de uso coletivo, eu tento adquirir o mais em conta, o que for de uso individual, procuro comprar de uma qualidade melhor. Além disso, minha pesquisa foi via WhatsApp. A loja que achei mais em conta foi essa e, por esse motivo, decidi vir fazer todas as minhas compras aqui”, citou.

“O que for de uso coletivo, eu tento adquirir o mais em conta, o que for de uso individual, procuro comprar de uma qualidade melhor", diz Claúdia. (Foto: Marcos Maluf)
“O que for de uso coletivo, eu tento adquirir o mais em conta, o que for de uso individual, procuro comprar de uma qualidade melhor", diz Claúdia. (Foto: Marcos Maluf)

Já a servidora pública Patrícia Rezende utilizou a estratégia de muitos outros pais, a de não levar as filhas na hora da compra do material escolar. Segundo ela, com as meninas no local, a pechincha não é com a loja, mas sim, com as duas.

“Uma das minhas filhas está indo para o ensino fundamental, portanto ela tem um pouquinho de noção o que é melhor e, por esse motivo, tenho comprado algo de melhor qualidade para ela. Já a menor, que está no maternal, como a exigência não é tão grande, tenho comprado o mais barato. Dessa forma, tenho tentado economizar, pois os preços estão elevados”.

A servidora também revelou que percorreu várias livrarias e avaliou o preço de todas. Ela pôde constatar o que o Procon tem alertado: que há muita diferença de preços de um mesmo produto de uma loja para outra.

Livraria lotada em Campo Grande. (Foto: Marcos Maluf)
Livraria lotada em Campo Grande. (Foto: Marcos Maluf)

“Eu pude ver pessoalmente que, dependendo da loja, um lápis era muito mais caro do que outro estabelecimento. Além disso, é o segundo ano que faço minhas compras nessa livraria, mas é sempre bom pesquisar e não se acomodar”, explicou.

Qualidade e planejamento – Andreia afirma que apesar da diferença de preços encontrada pelo Procon, os pais precisam ficar atentos à qualidade do produto a ser comprado, já que “o lápis pode ser preto na comparação, mas um quebra e esfarela ao ser apontado e o outro dura mais. Se não se consegue usar o produto, o dinheiro foi jogado fora”.

Além disso e por fim, sustenta que é preciso ter planejamento financeiro de um ano para o outro. “Se ano passado gastei R$ 200,00, por exemplo, sabendo que os valores estão pelo menos 30% mais caros este ano, sei que devo desembolsar cerca de R$ 260,00. É o máximo que eu posso gastar e é preciso se programar para não passar disso”.

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