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Economia

Pesquisa mostra que 55% das empresas asfastaram funcionários por covid

Resultado mais comum, com 35,9% das respostas, foi de licença por causa da doença para até 3 trabalhadores

Por Marta Ferreira | 12/04/2021 15:35
Mulher olha para loja no Centro de Campo Grande, onde movimento caiu em decorrência da pandemia e lojas também tiveram de afastar funcionários doentes. (Foto: Marcos Maluf)
Mulher olha para loja no Centro de Campo Grande, onde movimento caiu em decorrência da pandemia e lojas também tiveram de afastar funcionários doentes. (Foto: Marcos Maluf)

Mais da metade das empresas ouvidas em levantamento feito pela ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) precisaram afastar funcionários infectados pela covid-19, mostra o resultado da consulta, divulgado hoje. Pelos dados tornados públicos, esse percentual foi de 55%.

O questionário trazia uma escala do número de trabalhadores que precisaram ser afastados. O maior percentual está entre as empresas que tiveram de tirar do trabalho até três pessoas. Foram 35,9%. Outros 12,2% afastaram de 4 a 6 funcionários.

Para 4,3%, o atestado por covid atingiu entre 7 e 10 colaboradores. Por fim, 3,5% responderam que mais de 11 colaboradores foram contaminados desde o início da pandemia.

Ao divulgar o material, a entidade destaca que “43,8% dos estabelecimentos não registraram nenhum afastamento de colaborador por infecção pela covid-19 desde o início da pandemia”.

Foi indagado ainda sobre o volume dispensas no período. “Nenhuma demissão foi realizada em 40% dos estabelecimentos”, informa a Associação.

Para 43,4%, porém, foram realizadas até cinco demissões. O levantamento identificou que 11,3% demitiram de seis a 10 pessoas, e 5,2% disseram ter precisado dispensar entre 11 e 20 funcionários.

Perguntados sobre a previsão de demissões nos próximos meses, 45,6% das empresas disseram não ter essa previsão.

Enquanto isso, 26,3% preveem redução de quadro de até 5%. Para 13,1%, a dispensa de trabalhadores de mais de 10% do efetivo. Há, ainda, 9,6% dos respondentes  que devem cotar em até 30% as vagas.

Um número menor, de 5,2%, afirmam que devem reduzir a equipe em 50%.

Resiste? – O levantamento quis saber por mais quanto tempo as empresas conseguem manter o atual quadro de trabalhadores. Disseram que conseguem operar sem dispensas por 3 meses, 65% dos ouvidos; 17,2% conseguem manter o quadro de 4 a 5 meses; 7,2% devem operar sem demissões de 6 a 9 meses, e 10% das empresas devem conseguir funcionar sem demissões por mais de 10 meses.

Apesar do cenário crítico que estamos vivendo em meio a pandemia, podemos destacar alguns pontos positivos no levantamento, como o fato de 43,8% das empresas não terem registrado nenhum caso de colaborador infectado, e que 45,6% dos estabelecimentos não pretendem demitir colaboradores”, declarou o presidente da ACICG, Renato Paniago.

 Na visão dele, embora o cenário não seja favorável para os setores de comércio e serviços, “ainda assim, as empresas de Campo Grande continuam tentando sobreviver e não demitir”.

Foram ouvidas 115 empresas, no período de 29 a 2 de abril.

(Matéria editada às 16h04 para acréscimo de informação)

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