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Economia

Ponte da Rota Bioceânica passa por ajustes estruturais e serviços de acabamento

Após união dos dois lados da estrutura, equipes trabalham na instalação de equipamentos e itens de segurança

Por Anderson Viegas | 18/10/2026 18:21
Ponte da Rota Bioceânica passa por ajustes estruturais e serviços de acabamento
Ponte da Rota Bioceânica, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai), passa por ajustes estruturais e serviços de acabamento após a união dos dois lados, em julho deste ano (Foto: MPOC/Diulgação)

A construção da ponte da Rota Bioceânica, entre Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai, continua com ajustes estruturais e serviços de acabamento nas duas margens do Rio Paraguai. As equipes trabalham na regulagem dos cabos de sustentação, na instalação de equipamentos e na conclusão de estruturas de segurança.

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A ponte da Rota Bioceânica, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta, no Paraguai, passa por ajustes estruturais e serviços de acabamento nas duas margens do rio Paraguai, após a união dos dois lados, em 15 de julho de 2026. Com 1.294 metros, a obra tem investimento de cerca de US$ 103 milhões, financiado pela Itaipu Binacional. A entrega, prevista para maio de 2026, foi adiada por questões técnicas, e ainda não há nova data.

Os serviços ocorrem após a união dos dois lados da ponte, concluída em 15 de julho de 2026, às 20h54, com o encontro das últimas aduelas da estrutura, conhecido como “beijo das aduelas”. A ligação marcou o fim de uma das principais etapas da construção, iniciada em julho de 2022.

No lado brasileiro, os trabalhadores instalam plataformas para ajustar a tensão dos estais, cabos de aço que sustentam o tabuleiro da ponte. Também são realizados serviços de proteção dos elementos metálicos da estrutura e a instalação de componentes no pilar P14.

Na margem paraguaia, as equipes executam guias de concreto, montam estruturas auxiliares para o ajuste dos cabos e instalam eletrodutos sob a ciclovia do viaduto de acesso.

Outros trabalhos incluem a retirada de andaimes, acabamentos nos mastros de sustentação e a preparação das estruturas para instalação de guarda-corpos de proteção aos pedestres.

A etapa final da construção também prevê pavimentação das pistas, instalação de estruturas anticolisão e antissuicídio, iluminação e sinalização.

Ponte tem quase 1,3 quilômetros

A ponte tem 1.294 metros de extensão, dos quais 632 metros correspondem ao trecho estaiado, sustentado por cabos de aço. O vão principal terá 350 metros e permitirá a passagem de embarcações de grande porte pelo Rio Paraguai.

A estrutura integra o Corredor Rodoviário Bioceânico, que pretende ligar os portos brasileiros do Atlântico aos terminais chilenos do Pacífico, passando pelo Paraguai e pela Argentina.

A entrega da ponte estava inicialmente prevista para maio de 2026, mas o cronograma passou por ajustes em razão de questões técnicas identificadas durante a execução. Ainda não há uma nova data de conclusão informada nos dados divulgados.

Investimento de US$ 103 milhões

A construção tem investimento previsto de 684,6 bilhões de guaranis, aproximadamente US$ 103 milhões, financiado com recursos da margem paraguaia da Itaipu Binacional.

O empreendimento é executado pelo MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações) do Paraguai, por meio do Consórcio Binacional PYBRA, formado pelas empresas Tecnoedil S.A., Paulitec Construções e Construtora Cidade Ltda.