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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

04/04/2011 09:20

Preço do álcool puxou a inflação no mês de março em Campo Grande

Aline dos Santos
O reajuste médio de 10,27% do preço do álcool repercutiu na inflação. (Foto: João Garrigó)O reajuste médio de 10,27% do preço do álcool repercutiu na inflação. (Foto: João Garrigó)

O reajuste médio de 10,27% do preço do álcool repercutiu na inflação em Campo Grande. Em março, a inflação apresentou moderada alta de 0,38% em relação ao mês de fevereiro. Dos sete grupos que compõem o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) de Campo Grande, o vilão foi o grupo de Transportes, com forte alta de 1,14%.

“Esse índice foi alcançado devido aos reajustes nos preços de combustíveis, com destaque para o etanol que sofreu alta de 10,27%. O pneu novo teve aumento médio de 1,28%, a gasolina de 0,46% e o diesel de 0,24%. A queda de preço neste grupo ocorreu somente com o item automóvel novo (-0,70%)”, analisa o pesquisador do Nepes (Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais) da universidade Anhanguera-Uniderp, José Francisco dos Reis.

Já no grupo Alimentação, ocorreu moderada alta de 0,24%. Os produtos que mais pressionaram para cima a inflação foram beterraba, cenoura, pepino, abacaxi e alface. Alguns produtos tiveram quedas significativas de preço como a maçã (-28,35%), chuchu (-16,64%), limão (-14,45%), picanha (-11,75%) e filé-mignon (-10,40%).

No item carnes, foram constatados aumentos de preços de alguns cortes, destacando o cupim (10,81%), ponta de peito (5,36%), acém (4,33%) e coxão mole (3,95%). Os cortes da carne suína apresentaram altas significativas como, por exemplo, a bisteca suína 5,30%, costeleta suína 5,09% e pernil 2,49%. O frango congelado teve aumento de 2,84%% e os miúdos 6,93%.

“Observa-se que o grupo Alimentação apresenta um comportamento normal para a época do ano, não vindo mais pressionando a inflação. Contrariamente, o grupo Transportes, com as altas dos combustíveis, principalmente do etanol, vem pressionando a inflação da cidade de Campo Grande. Felizmente, a colheita da cana-de-açúcar está iniciando em todo Brasil, e espera-se que os altos preços do etanol comecem a ceder, deixando de pressionar a inflação para cima, ou até favorecendo a sua queda”, salienta o coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza.

Acumulado - Em março, o grupo Habitação apresentou uma pequena inflação 0,22%, em relação ao mês de fevereiro. Alta moderada de 0,24% foi constatada no grupo Educação, principalmente pelos artigos de papelarias, com índice de 2,33%. Já o grupo Despesas Pessoais apresentou pequena deflação. No grupo Saúde os pesquisadores constataram inflação de 0,37%.

No setor de Vestuário, a inflação em março foi de 0,12%. Ocorreram altas de preços nos produtos como: blusa (9,72%), sapato feminino (7,96%), lingerie (3,80%) e sapato masculino (2,61%).

A inflação acumulada nesses três primeiros meses de 2011, na cidade de Campo Grande, foi de 2,44%. Já a inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 6,56%, índice acima do limite superior da meta inflacionária estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que para o ano de 2011 é de 6,5%.



Alguém ainda abastece seu veículo com álcool?
 
Wiliam Rodrigues em 04/04/2011 11:18:51
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