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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

21/03/2017 12:46

Projeto quer atrair empresários para investir em cidades de fronteira

Renata Volpe Haddad
Entidades explicaram durante coletiva como funcionará Indústria sem Fronteiras. (Foto: Renata Volpe)Entidades explicaram durante coletiva como funcionará Indústria sem Fronteiras. (Foto: Renata Volpe)

Para tornar Mato Grosso do Sul mais competitivo e também para promover o desenvolvimento econômico dos municípios quanto do lado brasileiro, tanto do lado paraguaio, foi lançado nesta terça-feira (27), o projeto Indústria sem Fronteiras, que concede benefícios fiscais para empresários.

A princípio, de acordo com o presidente da Fiems (Federação das Indústrias, Sérgio Longen, o objetivo é apresentar o projetos aos empresários, para saber das vantagens competitivas de implantar um empreendimento na região de fronteira.

"Isso tudo será feito por meio dos mecanismos do Programa Fomentar Fronteiras e da chamada Lei de Maquila, que preveem a isenção de impostos, além de apresentar a infraestrutura desses municípios fronteiriços, como a logística de transportes, custo da energia e água, mão de obra e, ainda, locais adequados para instalação do empreendimento", afirmou.

Conforme o secretário de governo, Eduaro Riedel, Mato Grosso do Sul tem interesse em vários projetos de integração. "O governador Reinaldo Azambuja prioriza muito essa parceria, sendo que está em contato sempre com o Governo Federal em busca de soluções que vem ajudar o posicionamento do Estado em relação ao desenvolvimento em conjunto", afirmou.

No lançamento também esteve presente o governador de Amambay, Pedro González Ramirez. "A integração Brasil Paraguai é de extrema importância para os dois países, que estão desenvolvendo a economia e gerando empregos. Acredito que as fronteiras têm que se unir e não dividir, precisamos trabalhar em conjunto", alegou.

O ministro do Paraguai, Gustavo Leite, disse que há mais de 80 empresas brasileiras instaladas no Paraguai. "Essas empresas beneficiarão os municípios de fronteira, sendo que Brasil e Paraguai ganham pontos".

Lançamento reuniu representantes do Brasil e Paraguai. (Foto: Renata Volpe)Lançamento reuniu representantes do Brasil e Paraguai. (Foto: Renata Volpe)

Na prática - O empresário, para se beneficiar de isenções fiscais pela Lei de Maquila e do Fomentar Fronteiras, precisa ter uma empresa instalada em Mato Grosso do Sul e uma filial no Paraguai.

Pode ser qualquer empresa ou indústria, que vão exportar para qualquer estado ou país, menos para Mato Grosso do Sul.

A produção no Paraguai, segundo a Fiems é até 30% mais barata do que no Brasil. Mantendo as duas empresas na região de fronteira, o empresário ganha com exportação de produtos mais baratos, podendo competir com a China, por exemplo e gera empregos nos dois paises.




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