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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

14/09/2009 15:31

Pronta, Casa Cor MS abre portas pela 1ª vez

Redação

Entrar na Casa Cor MS é perceber o quanto a Arquitetura pode render beleza e conforto. Pela primeira vez em Campo Grande, o evento recebeu hoje a imprensa, para abrir o apetite do público que se interessa pelo assunto.

Os ambientes são mistura de estilos, mas na maioria fica evidente a intenção de impressionar. Sala com a simplicidade da artista Conceição dos Bugres faz contraste com ambientes requintados, cheios de cristais e muitas luzes. O piso usado pode custar R$ 200,00 o metro quadrado, um exemplo de materiais recém lançados no mercado e bem distantes do bolso da maioria.

A Casa Cor pode ser para todos e para quase ninguém. Banheira de R$ 70 mil, objetos da Polinésia Francesa, são alguns luxos. Mas também há latinhas recicladas em paredes, madeira barata e ecologicamente correta em varandas cheias de luz natural e vegetação brasileira.  

A piscina remete ao fim de tarde tranquilo, o espaço Gourmet lembra a noite que pode ser agitada ao lado dos amigos.

Também existe a preocupação com a acessibilidade para portadores de deficiência, com a reutilização de produto, com a cultura regional.

 

"Essa primeira edição é um marco para a cidade", resume a arquiteta e empresária Emili Giglio, proprietária da franquia Casa Cor em Mato Grosso do Sul. Ela explica que, além de gerar empregos, o evento ajuda a aprimorar o mercado e estimula a valorização dos profissionais do Estado.

Emili afirma que o resultado dos trabalhos foi 'surpreendente', pois os 124 engenheiros, arquitetos e designers envolvidos tiveram o cuidado de personalizar cada espaço da casa, além de buscar novos conceitos em materiais para apresentar ao público.

O empresário Eduardo Camargo será responsável pela limpeza dos ambientes comuns durante a exposição. Para dar conta, tem 20 funcionários a disposição.  Além de propaganda para a "Exclusiva", a empresa teve de comprar equipamentos de ponta e investir em treinamento para lidar com produtos refinados, conta. "Até a postura do profissional com o cliente é outra, uma lição para o mercado daqui", comenta.

A edição sul-mato-grossense é recordista em interesse, diz o diretor da mostra, Vagner Giglio. "O interesse dos profissionais foi surpreendente. Se o número fosse de 300 ambientes, todos seriam preenchidos", comenta.

Para os que consideram tudo isso uma futilidade, Giglio rebate. "Morar bem é qualidade de vida".

O trabalho foi tão produtivo que a próxima edição já tem data marcada. Mas, deverá ser realizada apenas daqui a dois anos, porque irá dividir a franquia com Mato Grosso. No ano seguinte, por exemplo, o evento será feito no estado vizinho, e somente em 2011 volta a MS.

A mostra será aberta para visitação do público no dia 18 deste mês, com ingresso a R$ 16,00. "Esperamos uma visitação expressiva do público sul-mato-grossense", completa a empresária Emili Giglio.

Para ela, a presença do público é um 'aval' para o trabalho da marca e dos profissionais envolvidos.

Espaços - Com apenas 13m², a adega foi reformulada para se transformar em um lugar agradável para se degustar o vinho, explica a designer Maria Lenise.

Ela explica que não precisou fazer mudanças estruturais no ambiente para que ele fosse radicalmente transformado. Desta forma, é possível que as pessoas consigam um ambiente novo, reformulado, sem ter que, necessariamente, passar por uma reforma.

"Dá para aplicar com facilidade", garante Lenise. No piso, caixas de madeira usadas para guardar o vinho foram reaproveitadas para garantir o tema nacional da Casa Cor para este ano, 'Sustentabilidade'.

Gabriela Pereira e duas sócias montaram o espaço gourmet da Casa Cor MS, e até cascada d'água criaram no ambiente que em vários cantos lembra que outro tema proposto ao participantes, o paisagista Roberto Burle Max.

Valor - Filha do proprietário da residência de 2 mil m², na rua Antônio Oliveira Lima, bairro Itanhangá Park, onde foi montada a Casa Cor MS, a arquiteta Patrícia Georges confessa que no início foi difícil para a família não poder opinar sobre o que era feito na casa.

Entretanto, o resultado foi realizar um sonho. "Só de pintar sua casa, por mais singela que ela seja, já é emocionante. Imagina fazer um evento mundialmente conhecido na sua casa", completa a arquiteta.

Alguns espaços, como determinados banheiros e a brinquedoteca para as crianças, estarão liberados para uso dos visitantes.

Depois dos 45 dias de mostra, objetos serão vendidos com descontos de até 30%, mas a modificação na estrutura será "herança" para a família.

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