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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

06/12/2010 18:10

Novas regras de crédito do BC não vão diminuir vendas de concessionárias

Jorge Almoas

Banco Central alterou valores da entrada dos financiamentos de acordo com número de parcelas

As novas regras impostas pelo Banco Central na última sexta-feira para financiamentos de longo prazo não vão atingir o setor das concessionárias de Campo Grande, acostumadas a realização de grandes “feirões” para zerar estoques.

Na avaliação de alguns gerentes de concessionárias de Campo Grande, as novas exigências vão tornar a venda qualitativa, mas não vão diminuir o ritmo de vendas.

“Ainda estamos nos adaptando. Com as novas tabelas que o banco que realiza o financiamento, vamos definir qual vai ser a estratégia, mas não creio que teremos perdas. O mercado se ajusta”, disse Ivan Dias Rodrigues, gerente da Smaxx.

As regras do Banco Central se concentram no valor da entrada para o financiamento do veículo. A partir de agora, os bancos deverão exigir uma entrada de pelo menos 20% nos financiamentos entre 24 e 36 meses para carros novos ou usados.

Nos parcelamentos entre 36 e 48 meses, a entrada sobe para 30%. Entre 48 e 60 meses, para 40%. Todas as vendas de veículos com prazo superior a 60 meses terão restrição, independentemente da entrada.

“A maior parte das pessoas costuma dar o carro usado como entrada ou fazer uma reserva para dar uma entrada maior, de modo a diminuir as parcelas. Isso é prática e vai continuar. Para quem vende, a economia está forte e as vendas devem seguir intensas”, argumenta Carlos Villa Maior, gerente de vendas de carros novos da Perkal.

Villa Maior comenta ainda que os feirões devem continuar. “A população, mesmo da classe C, está comprando carros com itens como ar condicionado e direção hidráulica. Se a procura se manter, o mercado vai se adaptar”, diz o gerente.

A opinião dos dois gerentes de Campo Grande é referendada pelo presidente da Anfavea (Associação das Montadoras), Cledorvino Belini. “Entendemos que seja uma medida de curto prazo. Nos próximos três meses deve normalizar. Essa medida impacta pouco na prestação para o consumidor”, disse Belini.

Até novembro deste ano, o setor automobilístico registra a produção de 3,359 milhões de veículos, superando toda a produção de 2009, quando foram fabricados 3,183 milhões de carros.

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