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Campo Grande, Sexta-feira, 23 de Junho de 2017

20/02/2017 12:00

Reunião com ministro da Casa Civil vai debater crise do gás amanhã

Priscilla Peres, Leonardo Rocha e Mayara Bueno
Governador falou sobre o assunto nesta manhã. (Foto: André Bittar)Governador falou sobre o assunto nesta manhã. (Foto: André Bittar)

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) volta a Brasília amanhã (20), para nova reunião sobre a importação de gás natural. Dessa vez, ele se reúne com o ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, além da bancada federal.

Durante evento sobre a reforma administrativa nesta manhã, Reinaldo afirmou que a reunião será para debater a queda na arrecadação com ICMS do gás em MS e também a política da Petrobras em relação ao tema.

Para ele, essa reunião será importante principalmente para saber saber a postura do governo federal antes do encontro que terá com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, no dia 10 de março.

"Foi uma sacanagem da Petrobras não avisar MS que iria diminuir a compra. Todos nós fomos pegos de surpresa e a nossa intenção agora é conseguir reduzir esse prejuízo ou até igualar e, vamos tentar reparar essa situação junto a União e a Petrobras", disse.

Segundo o governador a classe política está unida e ajudando nessa pauta que é extremamente importante para as finanças do governo.

Conjuntura - Dados apresentados hoje pelo governo mostram que em 2014 o Estado arrecadou R$ 1,376 bilhão de ICMS em operações com gás natural. No ano seguinte foram R$ 1,288 bilhão, com perdas de R$ 87 milhões.

No ano passado, a arrecadação do segmento somou R$ 952 milhões, com prejuízo de R$ 336 milhões. Para 2017, se a importação se mantiver na média de janeiro, o Estado arrecadaria R$ 436 milhões no ano, acumulando perda de R$ 939 milhões em três anos.

A arrecadação com a importação do gás natural já representou 18,18% do total de ICMS arrecadado pelo governo em 2014. Esse percentual caiu para 16,60% em 2015, para 11,51% em 2016 e no patamar atual seria apenas 5,67% em 2017.

Os números apresentados hoje ainda mostram que em 2014 o Estado importou 939 milhões de m³ por mês. Dois anos depois, em 2016, a importação mensal somou 854 milhões de m³ e em 2017, está estimada em 453 milhões de m³.




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