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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

24/07/2013 08:47

Setor de serviços “patina” nas contratações, mas cria 98% das vagas

Helton Verão
Confiança é o que os empresários mais procuram nos funcionários (Foto: Marcos Ermínio)Confiança é o que os empresários mais procuram nos funcionários (Foto: Marcos Ermínio)
Segundo dono de bar, em pouco mais de um mês de funcionamento seis funcionários foram demitidos por malandragem (Foto: Marcos Ermínio)Segundo dono de bar, em pouco mais de um mês de funcionamento seis funcionários foram demitidos por "malandragem" (Foto: Marcos Ermínio)

O setor de serviços garantiu 98% das 1.437 novas vagas criadas no mercado de trabalho no mês de junho deste ano em Mato Grosso do Sul, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No entanto, o setor ainda sofre com a dificuldade em encontrar mão-de-obra. 

Os empresários dizem saber o perfil do funcionário que pode dar certo para cada cargo. A principio todos zelam pela confiança. “Tenho muitos problemas com garçons, para lhe dar trabalho na noite em bares e boates precisa de pessoas de confiança. Abrimos há pouco tempo e já tivemos seis funcionários demitidos e consequentemente outros já foram contratados”, relata o empresário de um bar localizado na avenida Afonso Pena, Henrique Rezende, 36 anos.

Segundo Rezende, ele encontra muita dificuldade para preencher as vagas no bar, mas a experiência ajuda nessas horas. “Estou há 16 anos trabalhando no ramo e em Campo Grande poucas pessoas tem o perfil ou dão certo nesta área. Geralmente mal preciso divulgar vagas de empregos. Conheço outros empresários que trazem pessoas do Sul do País para trabalhar”, revela.

O proprietário de uma lanchonete, também na avenida Afonso Pena, diz enfrentar problemas parecidos. Na maioria dos casos, ele contrata um funcionário sem experiência e é obrigado a treiná-lo. “Geralmente, o funcionário não tem experiência, damos o treinamento, ele aprende, mas logo ele arranja outro emprego em outra área, utilizam nosso estabelecimento como ponte”, define Edmar Santana, 46 anos.

No hotel não é exigida experiência, mas muitos funcionários aproveitam para consegui-la e ir para o concorrente (Foto: Marcos Ermínio)No hotel não é exigida experiência, mas muitos funcionários aproveitam para consegui-la e ir para o concorrente (Foto: Marcos Ermínio)

Ponte para a mesma área – No ramo da hotelaria, a ponte é feita de outra maneira pelos funcionários, eles entram sem experiência, aprendem como é trabalhar em um hotel e acabam aproveitando para conseguir empregos com melhores salários nos concorrentes.

“Não exigimos a experiência, então, na maioria das vezes, eles aproveitam para aprender o dia-a-dia de um hotel e conseguir uma proposta melhor em um local que exige ela (experiência)”, resume a auxiliar administrativa do hotel Advance, localizado na rua Calógeras, Sabrina Coelho, 31 anos.

Alguns dos estabelecimentos também apresentam o outro lado da moeda, no caso da lanchonete de Edmar, apesar do novo formato de sua lanchonete, ele já está no ramo há 26 anos no mesmo local. A empresa tem funcionários com até uma década de casa. Esses ganham na flexibilidade. “Além das chefias dos setores, claro que eles recebem um reajuste por isso. Também ajudo alguns no pagamento de 30% da faculdade e até me adapto aos horários que eles desejam”, surpreende o empresário.

No hotel na Calógeras, Sabrina ressalta que camareiras, recepcionistas entre outros funcionários também já estão no cargo há uma década.

Em um instituto de beleza, existe cerca de 600 alunos matriculados nos diversos cursos oferecidos. O mais curioso, que todos que buscam a qualificação profissional sonham em montar o próprio negócio. “Muitos empresários vem contratar alunos que formam aqui, mas apenas 30% sai empregado, pois na maioria dos casos as pessoas procuram montar seu próprio negócio”, avalia o supervisor do instituto Devair Valenciano.

Caged – Dos 1.437 postos de empregos gerados em junho, 98% foram destinados ao setor de serviços. Houve pequena oscilação em relação às 1.459 vagas criadas em junho do ano passado. A situação só não foi melhor porque a indústria fechou 540 postos, segundo o ministério. De janeiro a junho deste ano, foram criadas 19,9 mil novos empregos em Mato Grosso do Sul. 

Em junho, o líder na geração de empregos continua sendo Três Lagoas (495), seguido por Campo Grande (414) e Ponta Porã (104). Houve demissão em Nova Andradina (312), Paranaíba (129) e Dourados (103).

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Concordo plenamente com o Rafael, as empresas de Campo Grande pagam mal, não existe plano de carreira pois 99% das empresas são familiar e aí adivinha quem fica com os cargos de direção das empresas, só parente, o vale alimentação é terrivel, para se pagar vale transporte é um parto, enfim, empresas mesquinhas mão de obra ruim.
 
moacir cafaro em 24/07/2013 13:17:15
Não entendi o lamento dos empresários. Funcionário que recebe treinamento e sai, é porque ele recebeu proposta melhor. E o empresário, o que fez para mante-lo na sua equipe?
Muito fácil falar que as pessoas de Campo Grande não são confiáveis ou não se adequam ao mercado quando empresários oferecem salários e planos de carreira ruins.
O papel do empresário não é só dar treinamento e salário, é cativar o funcionário para que ele fique na empresa e forneça o seu melhor. Muitos tem a mentalidade que o empregado é um mera peça da máquina, quando é a principal.
Gestão meu povo, gestão..
 
Rafael Moreira Correia em 24/07/2013 09:56:40
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