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Em Pauta

Surgem as arvores notáveis: os dois mineiros que embelezaram C.Grande

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 16/02/2026 08:00
Surgem as arvores notáveis: os dois mineiros que embelezaram C.Grande

Atualmente, é difícil imaginar, mas C.Grande foi marcada por administradores competentes, com visão de futuro, preocupados com o bem estar da população. Quando ainda era um vilarejo, em 1.921, assumiu Arlindo de Andrade Gomes, o nosso primeiro prefeito paisagista. Começou a arborização da cidade pela Rua Dom Aquino e, no ano seguinte, aprovou e colaborou com a plantação dos fícus da Avenida Afonso Pena. A ideia dos fícus foi de um mineiro.


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Mamede de Aquino: um nome a ser lembrado.

Sua terra natal era Curvelo, em Minas Gerais, porém, fez de Campo Grande sua terra de coração. Homem alegre, tocador de viola, bom de prosa e interessado por politica, Mamede trouxe das Minas Gerais as mudas dos fícus-benjamin que até hoje estão embelezando a Afonso Pena, avenida irmã de uma existente em Belo Horizonte. Mamede era um homem “letrado”, como diziam então, ex-seminarista, em 1.932, participou da Revolução Paulista, aderindo às tropas de Vespasiano Martins. E foi Wilson Martins, genro de Vespasiano, quando prefeito, quem o homenageou, dando seu nome a uma escola no Jardim Aeroporto. As nossas belíssimas árvores notáveis da principal avenida são “filhas do Mamede”.


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O mineiro dos ipês.

Campo Grande é considerada referência nacional em arborização urbana, chegando a obter o título de “Tree City of the World”- Cidade Árvore do Mundo. Temos quase 230 mil arvores embelezando e reduzindo nossas elevadas temperaturas. Aproximadamente, em torno de 10% delas são ipês . Quem levou a ideia de plantá-los para o prefeito André Puccinelli, seguindo as pegadas de Mamede, foi outro mineiro.


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De Washigton a C.Grande, a viagem dos ipês,

Alcides Faria é um mineiro de Carrancas. Biólogo da Universidade de Brasília, fez da ecologia sua vida. Retornando de Washington, a capital norte-americana, levou à consideração de André Puccinelli o argumento de que aquela só era uma bela cidade devido às suas milhares de cerejeiras, presenteadas pelos japoneses. Disse Alcides ao André: “Campo Grande só será bela se você plantar ipês em grande quantidade”. Foi assim que a dupla Alcides e André passaram à história ambientalista da capital plantando quase vinte mil mudas de ipês. Mamede e Alcides, dois mineiros que fincaram suas raízes profundamente, escrevendo seus nome nas árvores de C.Grande.

 

Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.