A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

31/07/2013 10:11

Sindicato faz rescisão em massa e vai cobrar pagamento de demitidos na Justiça

Aline dos Santos
Trabalhadores vão ter acesso a FGTS e seguro-desemprego. (Foto: Cleber Gellio)Trabalhadores vão ter acesso a FGTS e seguro-desemprego. (Foto: Cleber Gellio)

O grupo de 60 demitidos da Filizola, empresa fabricante de balanças, faz nesta quarta-feira a rescisão para ter acesso ao saldo do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e entrar com pedido de seguro-desemprego.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e Materiais Elétricos, Robson Willian Souza de Freitas, não houve acordo quanto ao pagamento do restante do acerto e a empresa será alvo de ação judicial.

“Não vamos fazer um acordo que eles não vão cumprir. Querem parcelar a dívida com os funcionários em três vezes. Vamos ter que entrar judicialmente em massa”, afirma Robson Freitas. Os pagamentos seriam efetuados em 15 de setembro, outubro e novembro. Ao todo, o presidente do sindicato calcula que os demitidos têm direito a receber, no mínimo, R$ 140 mil.

Demitido após trabalhar sete anos na empresa, João Eugênio, de 28 anos, conta que há dois anos a Filizola não depositou o FGTS dos funcionários. “Vim buscar o papel para dar entrada no fundo de garantia, mas o valor está defasado”, relata. De acordo com ele, o grupo deve voltar ao sindicato na sexta-feira para nova rodada de negociação.

“Nos meses de dezembro de 2012 a janeiro deste ano, ocorreu uma grande demissão. Porém, eles nos informaram que seria por conta de um processo judicial e que reestruturariam a empresa, com a chegada de recursos. Tudo seguiu normal até maio, quando a gente não recebeu salário e teve todos os benefícios cortados”, disse o supervisor de produção Felício Ludgero, de 52 anos, que na semana passa denunciou a situação ao Campo Grande News.

De acordo com o presidente do sindicato, somente 20 funcionários continuam na empresa, localizada na avenida Costa e Silva, Vila Progresso, em Campo Grande. A Filizola tem sede em São Paulo e no ano passado entrou em recuperação judicial, recurso para evitar a falência. A reportagem tentou entrar em contato com a empresa na Capital e São Paulo, mas os telefones só chamam.



Na sede de São Paulo aconteceu a mesma coisa. Demitiram os funcionários sem pagar os direitos trabalhistas e sem fazer a homologação. Nem ao seguro desemprego tivemos acesso, sem contar que não fizeram nenhum depósito na conta do FGTS. Violaram os direitos expressos na Constituição da República, a qual versa que os trabalhadores tem direito ao FGTS, 13º salário, Férias, Indenização contra despedida arbitrária, etc...
Sem contar que a retenção dolosa de salários é crime!! Uma vergonha a justiça deixar uma empresa com este perfil ficar aberta!! Os trabalhadores são sempre injustiçados e ninguém é punido!!
 
Leandro Pinto em 08/11/2013 14:22:50
No Rio de JANEIRO , aconteceram as mesmas coisas !!! falta de respeito com os funcionários e seus benefícios !!!
 
eduardo pereira em 12/10/2013 08:32:57
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions