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Economia

Usina recebe licença e investirá mais de R$ 1 bi em etanol de milho

Empresa deve começar obra no segundo semestre e empregar 2 mil pessoas em Nova Alvorada

Por Maristela Brunetto e Fernanda Palheta | 10/06/2026 11:10
Usina recebe licença e investirá mais de R$ 1 bi em etanol de milho
Riedel entrega licença ambiental: no segundo semestre começa obra e deve empregar cerca de 2 mil pessoas (Foto: Osmar Veiga)

O governador Eduardo Corrêa Riedel (PP) se reuniu nesta manhã com dirigentes da Atvos e entregou à empresa a licença ambiental de instalação para a construção de uma nova planta industrial em Nova Alvorada do Sul, destinada à produção de etanol de milho. Com o documento em mãos, a empresa deve dar início às obras no segundo semestre, empregando cerca de 2 mil pessoas na construção e investindo cerca de R$ 1 bilhão na ampliação da atividade industrial.

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O governador Eduardo Riedel entregou à Atvos a licença ambiental para construção de uma planta de etanol de milho em Nova Alvorada do Sul. As obras começam no segundo semestre, com investimento de R$ 1 bilhão, geração de 2 mil empregos e duração de até 24 meses. A unidade processará 642 mil toneladas de milho por ano, produzindo 273 milhões de litros de etanol e ampliando em 56% a capacidade produtiva da empresa.

A empresa já produz etanol a partir da cana-de-açúcar. As obras devem durar cerca de 18 meses, elevando em cerca de 56% a produção de combustível. Para o governador, a ampliação dos investimentos é a resposta à estratégia do governo de atrair agentes do setor privado e construir uma boa relação. Ele destacou que se trata de uma aposta na produção de energia limpa e destacou a iniciativa da empresa, dizendo que precisava agradecer à Atvos “por mais esse gesto de confiança no Estado, no investimento importante numa nova planta de etanol de milho dentro do complexo que eles já têm da planta de bioenergia de cana-de-açúcar junto com biometano.”

Em nome da empresa, o responsável pelas operações da Atvos, Wilson Lucena, apontou que considera Mato Grosso do Sul como o mais importante para a produção de biocombustível e destacou o impacto econômico que o empreendimento deve gerar, beneficiando também a comunidade e a economia estadual. A obra deve durar entre 18 e 24 meses, conforme o executivo.

Riedel ainda falou sobre a relevância da produção de biocombustíveis, com possibilidade de ampliar mercados internacionais, especialmente diante da dependência e da elevação dos preços de combustíveis fósseis, como a gasolina e o diesel, em razão dos impactos ocasionados pela guerra no Oriente Médio.

Ele lembrou da preocupação mundial com o fechamento do Estreito de Ormuz, pelo Irã, e como o Brasil se viu numa posição mais confortável para controlar preços por ter oferta de biocombustível. “Aqui foi minimizado pela nossa alta capacidade de produção de etanol. A gente conseguiu absorver parte desse impacto no preço do petróleo e todos os seus derivados porque o Brasil é um grande produtor de etanol e tem estimulado investimentos como esse”, comentou, apontando se tratar de uma matriz limpa, com energia renovável “e que tem um efeito econômico muito importante nesses momentos de crise de insegurança.”

Compensação - No mês passado, o Imasul publicou um termo de compensação ambiental no valor de R$ 2,816 milhões com a empresa para o empreendimento, apontando a ampliação da capacidade de produção em 56% e o investimento direto na obra de R$ 669 milhões de reais. Na sequência também foi publicado outro termo com a Atvos na mesma média de investimento referente à ampliação da unidade em Costa Rica e firmada compensação de R$ 3,284 milhões.

No caso de Nova Alvorada, a empresa divulgou que terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano, com produção estimada de 273 milhões de litros de etanol, além de 183 mil toneladas de DDG (Dried Distillers Grains, ou Grãos Secos de Destilaria), destinado à nutrição animal, e outras 13 mil toneladas de óleo de milho.