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Campo Grande, Domingo, 27 de Maio de 2018

06/07/2013 10:51

Venda do Grupo Rede para empresa do Paraná será decidida pela Justiça

Ângela Kempfer

Assembléia na tarde de ontem para definir destinos do Grupo Rede, dono da Enersul, teve votação inconclusiva e agora caberá à Justiça decidir se o plano de recuperação da empresa será ou não aprovado. A proposta está vinculada à venda à Energisa.

A reunião de sexta-feira acabou com resultados que podem ser questionados por credores. A maioria decidiu contra o plano de recuperação. Mas o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço conseguiu liminar para também ter o direito ao voto e sob força judicial conseguiu marcar posição favorável e mudou o placar.

Agora, o Grupo Rede e a Energisa esperam que o juiz responsável pelo processo de recuperação entenda que o plano foi aprovado e garanta assim a negociação da empresa.

O FI-FGTS não poderia votar porque era acionista do Grupo Rede, mas vendeu suas ações e por isso conseguiu liminar para votação. O problema é que o mérito ainda será julgado no Tribunal de Justiça de São Paulo e a decisão pode ser contra a transação e anular o voto do Fundo na assembleia de ontem.

Na quinta-feira, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou que pode estender o prazo de intervenção nas distribuidoras de energia do Grupo Rede se não houver um acordo aprovado até o dia 15 de julho.

Segundo órgão, “a demora na solução para as empresas do Grupo Rede é preocupante, uma vez que algumas distribuidoras tem níveis de qualidade insatisfatórios”.

Holdings do Grupo Rede estão em processo de recuperação judicial e o controlador atual da empresa, Jorge Queiroz Jr., chegou a fechar compromisso de venda do controle para CPFL Energia e Equatorial Energia. Mas a Energisa também entrou na disputa e foi melhor aceita pelos credores. A empresa do Paraná ofereceu R$ 3,3 bilhões pelo negócio.



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