Vendas de botijão GLP P13 caem em MS e atingem menor nível desde 2018
Dados da ANP apontam retração na comercialização e maior divisão do mercado entre as distribuidoras no Estado

As vendas de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) envasado em botijões de 13 quilos (P13), o modelo utilizado na maioria das residências brasileiras, registraram em Mato Grosso do Sul o menor volume para o período de janeiro a maio desde 2018.
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Dados do Painel Dinâmico do Mercado Brasileiro de GLP, da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), apontam que foram comercializadas 30.443 toneladas nos cinco primeiros meses de 2026. O volume é 1,70% inferior às 30.969 toneladas registradas no mesmo período de 2025 e só supera as 29.601 toneladas verificadas em 2018, neste recorte de oito anos (2018-2026).
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Na comparação com os cinco primeiros meses de 2024, quando o mercado movimentou 31.068 toneladas, a retração é de 625 toneladas, o equivalente a 2,01%. Em relação aos demais anos da série, o desempenho de 2026 também ficou abaixo das 30.833 toneladas registradas em 2019, das 33.349 toneladas de 2020 e das 32.708 toneladas verificadas em 2021.
Os dados da ANP mostram ainda que o mercado passou por uma mudança significativa de patamar em 2022 e 2023. Neste intervalo de tempo, as vendas de botijões P13 entre janeiro e maio alcançaram 53.968 toneladas e 53.172 toneladas, respectivamente, os maiores volumes da série histórica. A partir de 2024, o mercado voltou ao nível próximo de 31 mil toneladas observado antes desse período, chegando às 30.443 toneladas nos cinco primeiros meses de 2026.
Mercado fica menos concentrado
Além da redução nas vendas, os dados do Painel Dinâmico do Mercado Brasileiro de GLP revelam uma mudança na participação das distribuidoras em Mato Grosso do Sul. A Copa Energia, grupo que reúne as marcas Copagaz e Liquigás, teve sua fatia reduzida nos últimos anos, enquanto as concorrentes ampliaram espaço.
Segundo a ANP, a empresa chegou a concentrar 62,06% das vendas estaduais de botijões GLP P13 em 2022. Em 2026, essa participação caiu para 34,58%, redução de 27,48 pontos percentuais em quatro anos.
No mesmo período, as demais distribuidoras ampliaram presença no mercado sul-mato-grossense. Atualmente, a Nacional Gás responde por 23,51% das vendas de botijões P13 no Estado, seguida pela Supergasbras, com 21,30%, e pela Ultragaz, com 20,61%.

