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Educação e Tecnologia

Escola diz que houve "falha na comunicação" sobre vaga para autista

Mãe procurou o Campo Grande News dizendo que escola havia negado vaga para o filho autista de 4 anos

Por Ana Paula Chuva | 15/07/2021 08:59
Cristiane com o pequeno Maurício e o marido. (Foto: Arquivo pessoal)
Cristiane com o pequeno Maurício e o marido. (Foto: Arquivo pessoal)

Após a indignação da enfermeira Cristiane Andrade Braz, 28 anos, com a informação sobre falta de vaga para o filho autista de apenas 4 aninhos uma das  sócias do Colégio João Batista disse para o Campo Grande News que houve uma falha na comunicação sobre as vagas disponíveis para a turma do Jardim 2 na escola e que o menino é "conhecido e amado" por todos ali.

Por telefone, Camilia Viana conversou com a reportagem na manhã desta quinta-feira (15), um dia depois da reportagem com a denúncia de Cristiane. Ao Campo Grande News, a dona da escola afirmou estar muito abalada com toda a história que veio a tona na noite de ontem.

"Estou bem abalada com tudo que aconteceu e a forma como repercutiu não só no site de vocês como também nas redes sociais. Primeiro quero explicar que a escola não tem profissional que diagnostica as crianças, temos profissionais que relatam situações e fazem  encaminhamento para serem avaliados e diagnosticados, como foi o caso do Maurício", disse Camila.

Com a voz de choro durante toda a ligação, Camila afirmou que a vaga nunca foi negada para o menino, apenas houve uma falha na comunicação por parte da escola que tem vagas disponíveis para atender o Maurício,

"Infelizmente aconteceu um equívoco. Por conta da pandemia hoje temos um limite de alunos por turma. A escola tem uma vaga no período da tarde para o Jardim 2 e três vagas de manhã, então eu sempre tive vaga para atender o Maurício, mas isso não foi explicado para a Cris", pontuou a dona do colégio.

Segundo ela, desde abril a escola oferta a vaga da manhã, porque pode colocar o pequeno e mais uma professora em sala para atender as necessidades especiais do aluno.

"Assumimos que a escola errou nesse sentido de não explicar o limite e que apenas o horário matutino estaria disponível para o Maurício, porque como são três vagas eu posso colocar uma professora, o que é exigido, para atender as necessidades dele. Nossa funcionária errou não explicando isso", continuou Camila.

"Ontem mesmo entramos em contato com o pai do Maurício e explicamos toda a situação. A conversa foi bem tranquila e ele pediu para ligarmos para a Cristiane. Falamos com ela e eles ficaram de pensar sobre matricular ele novamente conosco. Antes de tirarem ele do colégio, nós fizemos atividades diferenciadas para ele, montamos uma equipe pedagógica para auxiliar, só que infelizmente aconteceu essa situação. A gente ama o Maurício, ele será muito bem-vindo sempre conosco.", finalizou a mulher.

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