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Educação e Tecnologia

Matemática tem pior desempenho em prova nacional para futuros professores

Levantamento mostra que 65% dos inscritos atingiram o padrão mínimo de proficiência

Por Ângela Kempfer | 20/05/2026 17:23
Matemática tem pior desempenho em prova nacional para futuros professores
Professor de matemática em aula na rede pública (Foto: Marcos Nunes)

Balanço divulgado pelo MEC (Ministério da Educação) nesta quarta-feira (20) mostra que 65% dos participantes da PND (Prova Nacional Docente) 2025 foram considerados proficientes. Na prática, isso significa que alcançaram pelo menos 50 pontos em uma escala que vai até 100.

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Balanço do MEC divulgado nesta quarta-feira (20) mostra que 65% dos participantes da Prova Nacional Docente 2025 foram considerados proficientes, totalizando 492 mil dos 760 mil presentes. Matemática teve o pior desempenho, com apenas 45,9% aprovados. Ciências humanas liderou, com 80,2%. Os resultados poderão ser usados por redes estaduais e municipais em concursos para professores da educação básica.

A prova teve 1.087.359 inscritos em todo o país e comparecimento efetivo de 70% no dia do exame. Em Mato Grosso do Sul, 24.991 pessoas se inscreveram, e 16.782 participaram da prova, representando 67,2% de adesão.

Dos 760.118 participantes de todo o país, 492 mil atingiram o padrão de proficiência e, segundo o MEC, estão aptos a lecionar. O volume supera a estimativa de demanda anual do país por novos docentes, calculada em cerca de 118 mil professores por ano.

O dado mais preocupante aparece em matemática. Entre as 17 áreas de licenciatura avaliadas, a disciplina teve o pior desempenho, com apenas 45,9% dos participantes considerados proficientes. Foi a única área em que a maioria dos candidatos ficou abaixo do nível mínimo. Ao todo, 53.031 professores de matemática participaram da avaliação.

Durante a divulgação dos resultados, na sede do MEC, em Brasília, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que os dados vão permitir a criação de ações específicas para melhorar a formação de professores. Segundo ele, “pela primeira vez” o governo tem resultados com esse nível de detalhamento para orientar políticas públicas na área.

Na outra ponta, ciências humanas tiveram o melhor desempenho, com 80,2% dos participantes proficientes. O curso de pedagogia, uma das principais portas de entrada para atuação na educação básica, registrou 62,8% de candidatos dentro do padrão considerado adequado.

A PND é aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e corresponde à avaliação teórica do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) das Licenciaturas. A prova faz parte do programa Mais Professores para o Brasil, lançado em janeiro de 2025, com foco na valorização e qualificação do magistério.

Os resultados podem ser usados por redes estaduais e municipais em concursos públicos e processos seletivos para professores da educação básica. Segundo o ministro, a prova oferece às secretarias uma ferramenta para selecionar docentes com mais critério, especialmente em redes que antes usavam apenas listas de inscrição.

Em 2025, a adesão ao uso da PND foi voluntária e alcançou 1.530 redes públicas de ensino. Foram 22 redes estaduais, 18 capitais e 1.490 municípios. O MEC informou ainda que 117 editais de seleção de professores já foram publicados por secretarias de educação prevendo o uso dos resultados da prova.

A avaliação divide a proficiência em dois padrões. O primeiro corresponde à atuação profissional em nível inicial, com competências básicas consolidadas. O segundo indica atuação mais consistente, com fundamentação teórico-prática consolidada e maior autonomia para planejar aulas, aplicar metodologias e avaliar estudantes.

Entre os participantes da PND, 196.237 eram concluintes de cursos de licenciatura inscritos no Enade das Licenciaturas. Desse grupo, 113,3 mil, ou 57,8%, alcançaram o padrão de proficiência. Outros 555.978 participantes eram do público geral, formado por graduados em licenciatura e profissionais da educação que buscam ingresso no magistério. Nesse universo, 67,5% tiveram bom aproveitamento.

Para 2026, o MEC informou que a prova será ampliada para 21 licenciaturas. Quatro novas áreas serão incluídas: teatro, dança, ciências naturais e letras-espanhol. As redes de ensino interessadas em usar a próxima edição nos próprios processos seletivos podem aderir até 31 de maio. A partir de 2026, a participação terá validade por prazo indeterminado.

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