Após 1 década fechado, promessa é Colégio Oswaldo Cruz virar faculdade este ano
Instituição de ensino possui uma turma que tem aula em salas e laboratórios alugados por enquanto

A faculdade Escola da Saúde, da Santa Casa de Campo Grande, ainda não funciona em um espaço físico próprio porque o antigo Colégio Oswaldo Cruz, propriedade da instituição filantrópica que gerencia o hospital, não está totalmente reformado para receber os estudantes. A instituição de ensino iniciou as atividades em 2024, mas a promessa de dar uma finalidade ao prédio histórico para a educação e para a cidade é feita desde 2022, pelo menos.
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A Escola da Saúde da Santa Casa de Campo Grande ainda não ocupa o Colégio Oswaldo Cruz, patrimônio histórico fechado há mais de uma década, devido a atrasos na reforma. A última parcela de R$ 2,7 milhões devida pela Prefeitura foi paga há cerca de um mês. O diretor Fabio Edir prevê ocupação até o fim do ano e planeja abrir cursos de Odontologia, Enfermagem e, possivelmente, Medicina a partir de 2027.
Em dezembro do ano passado, a Justiça deu prazo de até um ano para a conclusão após ação apresentada em 2021 pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul cobrando a conservação do prédio, que é patrimônio histórico.
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Em entrevista concedida nesta quarta-feira (20), o diretor da faculdade, Fabio Edir, afirmou que a previsão é que o prédio do colégio seja ocupado até o fim deste ano.
Uma das poucas construções do estilo eclético restantes na Capital, é tombado como e está fechado há mais de uma década. Fabio justifica que a mudança não foi feita devido ao atraso da última parcela de R$ 2,7 milhões que a Prefeitura de Campo Grande deveria pagar em relação a um acordo com a ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande), mesma instituição filantrópica que administra a Santa Casa.

À Justiça, a ABCG alegou que o Oswaldo Cruz se deteriorou por falta de manutenção por parte da gestão municipal. Ela já obteve o pagamento das duas primeiras parcelas acordadas para a reparação e utilizou o recurso para a reforma interna.
O prédio histórico ficou sob a administração da prefeitura entre 2005 e 2015 e chegou a ser usado para o ensino de jovens e adultos que não concluíram os estudos básicos no tempo previsto. Naquela época, a Santa Casa e os bens da associação estavam sob intervenção de um grupo nomeado para tentar pôr fim a uma crise financeira, marcada por problemas com fornecedores e com o pagamento dos funcionários que o hospital enfrentava naquela época.
A assessoria de imprensa do Município foi questionada sobre o motivo do atraso do pagamento, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.
O que falta - Segundo o diretor, a parcela pendente foi paga há cerca de um mês. A expectativa é custear o que ainda falta, juntando os R$ 2,7 milhões a doações e a uma parcela dos recursos arrecadados pela instituição com as tarifas de estacionamento da Santa Casa, atendimento no Prontomed (parte privada do hospital) e pagamentos do plano Santa Casa Saúde. Fabio não informou o valor total do investimento previsto.
Está faltando concluir apenas a parte externa. “Não é firula, não. É necessário porque inclui gramado, pintura, estacionamento, câmera de segurança, iluminação, cerca elétrica, muro, toda parte de identidade visual, paisagismo”, concorda o diretor.
O mobiliário para salas de aula e laboratórios da Escola da Saúde já foi adquirido, e uma parte está em fase de entrega. O responsável pela instituição afirma que assinou, na semana passada, um contrato de compra dos móveis para as salas administrativas. “A gente está na parte final do processo de aquisição de equipamentos para laboratórios também”, acrescenta.
Enquanto isso - A Escola da Saúde comprou uma turma do curso de Odontologia da faculdade privada Insted, também da Capital. Fabio afirma que os acadêmicos já estão no sétimo semestre e têm aulas em salas e laboratórios alugados enquanto a reforma do Colégio Oswaldo Cruz ocorre.
"Vai ser o primeiro curso de Odontologia de Mato Grosso do Sul que também vai atender a área hospitalar, algo que só Santa Casa faz aqui no Estado e que a gente vai também ofertar aos nossos aos dentistas formados", anuncia o diretor. Todas as formações são privadas
Quando estiver no Oswaldo Cruz, a faculdade vai abrir mais vagas para cursos de áreas como Odontologia, além de Enfermagem e, possivelmente, de Medicina. De acordo com o gestor, o processo de autorização para abertura desse último curso está em fase final de avaliação do MEC (Ministério da Educação).
"A nossa expectativa é que já em 2027 a gente inicie o curso de Medicina, após todo o processo de apresentação do projeto pedagógico, de aprovação desse projeto e da visita técnica do ministério", conclui.
Entenda -O Colégio Oswaldo Cruz pertence à ABCG desde que o professor Luís Alexandre de Oliveira doou o imóvel.
Assim como o ex-governador Wilson Barbosa Martins, por exemplo, Luís foi um dos professores da escola, fundada em 1927.
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