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Educação e Tecnologia

MS aposta em inteligência artificial e leva Gemini para alunos da rede pública

Uso da inteligência artificial deve estimular autonomia, criatividade e novas formas de aprendizagem

Por José Cândido | 27/05/2026 08:08
MS aposta em inteligência artificial e leva Gemini para alunos da rede pública
Estudantes da rede pública de Mato Grosso do Sul passam a ter acesso ao Gemini, ferramenta de inteligência artificial do Google, em iniciativa que aposta na tecnologia como aliada do aprendizado e da formação para o futuro. (Imagem gerada pela IA)

A inteligência artificial, que até pouco tempo parecia restrita ao universo das grandes empresas e centros tecnológicos, começa a ganhar espaço também dentro das salas de aula de Mato Grosso do Sul. Em parceria com a Google, o Governo do Estado vai disponibilizar o Gemini, ferramenta de inteligência artificial da empresa, para estudantes da rede pública estadual.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O Governo de Mato Grosso do Sul firmou parceria com o Google para disponibilizar o Gemini, ferramenta de inteligência artificial, a estudantes da rede pública estadual. A iniciativa visa preparar alunos para um mercado digital e automatizado, auxiliando em pesquisas, organização de estudos e aprendizado personalizado, além de reduzir desigualdades em relação a escolas particulares.

A iniciativa coloca Mato Grosso do Sul no centro de uma discussão que vem transformando a educação no mundo: como preparar crianças e adolescentes para um mercado cada vez mais digital, automatizado e guiado por tecnologia.

Mais do que oferecer acesso a uma nova plataforma, o convênio representa uma mudança na forma de ensinar e aprender. A expectativa é que a inteligência artificial passe a auxiliar estudantes em pesquisas, produção de conteúdo, organização de estudos, desenvolvimento de projetos e até no aprendizado personalizado, respeitando o ritmo de cada aluno.

A chegada do Gemini às escolas públicas também abre espaço para um debate inevitável: o desafio de inserir a inteligência artificial no ambiente educacional sem substituir o papel do professor. Especialistas em educação defendem que a tecnologia deve funcionar como apoio pedagógico, ampliando possibilidades de ensino e estimulando pensamento crítico, criatividade e autonomia.

Em um cenário em que ferramentas de IA já fazem parte da rotina de universidades, empresas e profissões ligadas à tecnologia, o acesso antecipado pode reduzir desigualdades entre alunos da rede pública e estudantes que já utilizam plataformas digitais em escolas particulares.

A proposta surge em um momento em que governos e instituições de ensino em vários países discutem como regulamentar o uso da inteligência artificial nas escolas. Enquanto algumas redes ainda tentam limitar o uso dessas ferramentas, outras passaram a enxergar a tecnologia como aliada na formação de novas competências.

Em Mato Grosso do Sul, a medida também reforça a estratégia estadual de ampliar políticas voltadas à inovação, transformação digital e formação tecnológica de jovens. A expectativa é que o acesso ao Gemini contribua para aproximar estudantes de áreas ligadas à ciência, programação, empreendedorismo e profissões que devem ganhar força nos próximos anos.

Ao levar inteligência artificial para milhares de alunos da rede pública, o Estado entra em uma corrida que vai além da tecnologia: a disputa por uma educação mais conectada ao futuro.