Pesquisa de R$ 4,4 milhões aposta na criação de pacu no Pantanal
Iniciativa da UEMS e da UFMS prevê novas técnicas para melhorar a saúde dos peixes e a qualidade do pescado

A UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) aprovou um projeto de R$ 4,4 milhões para desenvolver novas tecnologias voltadas à criação de pacu em Mato Grosso do Sul. A iniciativa será realizada em parceria com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e também pretende levar os resultados das pesquisas aos pequenos produtores rurais.
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Batizado de PANTEQ (Programa de Avanço Tecnológico de Espécies Piscícolas do Pantanal), o projeto recebeu aprovação de R$ 4.442.638,94 em uma chamada pública da Finep, ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A proposta será coordenada pela professora Cristiane Meldau de Campos Amaral, na unidade da UEMS em Aquidauana.
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O trabalho busca melhorar diferentes etapas da criação de pacu, desde os cuidados com a saúde dos peixes até a qualidade da carne que chega ao consumidor. A intenção é desenvolver técnicas que ajudem a reduzir perdas na produção, melhorar as condições de criação e ampliar as possibilidades de comercialização do pescado.
O que será pesquisado - O programa está dividido em cinco frentes de trabalho. Uma delas prevê o desenvolvimento de técnicas para prevenir doenças e melhorar o manejo dos peixes durante a criação.
Outra linha de pesquisa vai estudar o uso de produtos naturais, como óleos essenciais e extratos de plantas, para reduzir o estresse dos animais e contribuir para a saúde dos peixes.
Os pesquisadores também vão trabalhar em métodos para conservar o pescado e melhorar a qualidade da carne, além de testar as tecnologias desenvolvidas diretamente em propriedades rurais.
A última frente prevê a capacitação de agricultores familiares, técnicos e estudantes. O projeto também deve produzir materiais educativos e manuais para orientar os produtores sobre as técnicas de criação.
Parceria entre universidades - Além da equipe da UEMS, o projeto conta com pesquisadores da UFMS, em Campo Grande. A parceria reúne professores das duas instituições para desenvolver estudos e testar soluções que possam ser aplicadas na piscicultura.
Segundo o coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica da UEMS, Fábio dos Santos Barros, a iniciativa busca transformar pesquisas acadêmicas em soluções que atendam às necessidades dos produtores.
A expectativa é que os resultados contribuam para fortalecer a criação de espécies nativas, ampliar as oportunidades para a agricultura familiar e estimular a produção de pescado em Mato Grosso do Sul.

