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Educação e Tecnologia

Protesto contesta escolha de médico “sem voto” para comandar Medicina

Marcelo Vilela foi nomeado pelo reitor, Marcelo Turine, nessa terça-feira (26), conforme publicado no Diário Oficial da União

Por Anahi Zurutuza e Clayton Neves | 27/11/2019 12:21
Acadêmicos foram com faixas para a frente da Reitoria (Foto: Clayton Neves)
Acadêmicos foram com faixas para a frente da Reitoria (Foto: Clayton Neves)

Acadêmicos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) foram para a frente da reitoria para protestar contra a escolha do médico Marcelo Vilela, ex-secretário de Saúde de Campo Grande, para comandar a Famed (Faculdade de Medicina). Ele foi nomeado pelo reitor, Marcelo Turine, nessa terça-feira (26), conforme publicado no Diário Oficial da União.

A reclamação dos estudantes é que não foi respeitada a escolha dos alunos, professores e técnicos da faculdade. Segundo acadêmicos, no dia 24 de setembro, foi feita uma consulta e o professor Wilson Ayach, que estava no comando da Famed desde o fim de 2015, foi o mais votado. “Ele teve uns 300 votos e o Vilela só 20”, conta Ana Clara Sena, de 22 anos, 2º ano de Medicina.

Após a votação, uma lista tríplice foi encaminhada para que o reitor fizesse a nomeação. Turine ainda tinha a opção de nomear a médica Débora Thomaz.

Outra estudante, de 25 anos, que pediu para ter a identidade preservada, afirma que Vilela quase nunca é visto na universidade. “Estou há cinco anos e nunca o vi aqui”.

Para ele, a escolha do reitor é política. “Ele tem perfil favorável a ideias do reitor em relação ao projeto Future-se, por exemplo. Está em consonância com o reitor”.

Para a aluna, “não estão respeitando a escolha dos professores e alunos”. “Não estão respeitando a democracia”, completa.

Marcelo Vilela é médico urologista e concursado da UFMS desde 2013. À reportagem, ele disse que é professor da disciplina Clínicas Integradas 4, mas que sobre o protesto, prefere que a universidade se manifeste. “A nomeação cabe ao reitor”, disse.

O Campo Grande News ainda aguarda posicionamento da instituição.

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