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Educação e Tecnologia

Universidades particulares não devem reduzir valor da mensalidade na pandemia

UCDB, Estácio de Sá e Facsul facilitam ou prorrogam pagamento e analisam individualmente casos de acadêmcos em vulnerabilidade

Por Lucia Morel | 04/05/2020 19:16
Entrada da universidade UCDB em Campo Grande. (Foto: Arquivo)
Entrada da universidade UCDB em Campo Grande. (Foto: Arquivo)

Três universidades privadas de Mato Grosso do Sul admitiram que estão negociando os valores de mensalidades com acadêmicos de baixa renda ou em vulnerabilidade, mas não pretendem reduzir o preço dos cursos. Elas afirmam que apesar de não haver aulas presenciais, também não houve redução de custos.

Em matéria de hoje, o Campo Grande News mostrou que A UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) e a Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal), eram alvo de petição para abaixar o preço das mensalidades.

Na ocasião, a Uniderp informou que os professores estão “trabalhando em jornada integral para que não haja qualquer prejuízo ao currículo e calendário escolar”. Por isso, a instituição de ensino aponta que “não houve qualquer redução de custos para a instituição”.

Disse ainda que “investimentos adicionais precisaram ser direcionados à plataforma interativa como forma de viabilizar a transmissão das aulas online”, e que “o valor cobrado mensalmente corresponde a uma parcela do custo total do ano ou semestre letivo em curso”, por isso “não devem sofrer qualquer impacto”.

Já nesta tarde, a UCDB encaminhou nota afirmando que “estão sendo realizadas negociações individuais com estudantes que comprovam dificuldades relacionadas ao pagamento de mensalidades durante a pandemia a partir das possibilidades da Universidade”.

O comunicado informou ainda que “é necessário salientar que, apesar do cenário de crise econômica, os salários de administrativos e docentes continuam sendo pagos integralmente, preservando o emprego de cerca de 1200 pessoas entre colaboradores e professores”.

Além disso, a UCDB sustenta que “foram mantidos todas as bolsas e descontos, que contemplam em torno de 60% dos estudantes matriculados e o desconto de 10% por pontualidade”, não sendo prevista redução no valor da mensalidade para todos os acadêmicos, já que há peculiaridades a serem analisadas.

Aos estudantes que apresentarem dificuldades financeiras, a universidade disponibiliza canal de atendimento pelo WhatsApp, nos números (67) 3312-3761 e 3312-3304; pelo telefone 3312-3304 (das 8h às  17h), ou pelo e-mail: suportefinanceirocovid19@ucdb.br.

Estácio de Sá – Também em nota, a Estácio de Sá informou que lançou em todas as suas unidades no Brasil a “Estácio com Você”, que oferece bolsas integrais e flexibilização de pagamento de mensalidades para cada mês de quarentena.

De acordo com a instituição, os estudantes contemplados por este programa poderão ser beneficiados com a isenção integral de uma ou mais mensalidades ou com a flexibilidade no pagamento - com prorrogação da data de vencimento das mensalidades - ou parcelamento em até 12 vezes.

Na nota, a universidade ressalta que para o estudante pleitear o benefício é preciso preencher o requerimento diretamente no portal do aluno, no site da Estácio, declarando a renda familiar e os motivos que levaram a redução ou perda desta renda.

FCG/Facsul – Medida semelhante está sendo adotada pela Faculdade FCG/Facsul. O diretor da instituição, Ivan Reatte, informou que não haverá redução no valor das mensalidades porque mesmo sem aulas presenciais, os custos não diminuíram.

Ele afirma que foi preciso comprar uma plataforma online para a realização das aulas ao vivo pela internet, que assim como na Estácio, são transmitidas no mesmo horário em que ocorriam as aulas presenciais.

Além disso, nenhum funcionário foi demitido, nem há intenção de fazê-lo, segundo Reatte, que sustenta ainda que há um esforço constante para que não haja prejuízos pedagógicos aos estudantes, mas que foram implementadas ferramentas para facilitar o pagamento para aqueles que passam por dificuldades financeiras.

Tais medidas são a postergação do pagamento feito com pontualidade até o final de cada mês – antes o desconto era dado apenas em pagamentos feitos no começo do mês -, e ainda, a possibilidade de dividir a mensalidade em 12 vezes no cartão de crédito.

“Agora, aqueles que efetivamente comprovarem redução financeira, a ouvidoria da faculdade vai parcelar as mensalidades de abril a julho, para que eles paguem no final do curso, apenas”, afirmou.

Já casos mais específicos, de alunos que não têm nem internet para acompanhar as aulas, “a faculdade esta vendo isso”, disse.

Insted -  A Faculdade Insted também informou que, apesar das aulas presenciais terem sido suspensas, a direção pedagógica juntamente com a equipe de coordenadores de curso e docentes, envidou todos os esforços para adequar o conteúdo programático de forma remota, cumprindo, dessa forma, as normativas do MEC e do Conselho Nacional de Educação.

"Mesmo com a possibilidade de redução de despesas com energia, água e material de limpeza, teve um aumento financeiro significativo com aporte tecnológico e equipamentos para subsidiar o trabalho da equipe pedagógica e permanece arcando com os custos mensais, preservando integralmente o emprego de professores e demais colaboradores; e honrando os compromissos financeiros perante aos fornecedores".

A instituição também ressaltou que, cerca de 95% dos estudantes matriculados na Faculdade Insted são contemplados com algum tipo de desconto ou percentual de bolsa. "Todas as negociações possíveis na baixa de mensalidade, no intuito de considerar as dificuldades financeiras dos estudantes, sempre foram valorizadas pela Instituição, independentemente da situação sanitária atual".

"Para aquele estudante que, comprovadamente, apresentar perda de renda e necessitar de qualquer assistência ou queira negociar com a Faculdade, a mesma está aberta e à disposição para analisar caso a caso em sua individualidade".