Aos 10 anos, Maria Luíza alcança ouro no badminton e vira orgulho na periferia
Ela entrou no esporte por meio de um projeto social do Bairro Lageado e evoluiu rápido
Maria Luíza da Silva Santos descobriu o badminton em um projeto social do Bairro Lageado, na periferia de Campo Grande. Logo gostou. O esporte pede agilidade e uma postura dinâmica que ela esbanja em quadra, aos 10 anos.
RESUMO
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Maria Luíza da Silva Santos, de 10 anos, descobriu o badminton em um projeto social no Bairro Lageado, periferia de Campo Grande, e conquistou medalha de ouro na Copa Centro-Norte de Badminton, em Palmas, sendo a única medalha trazida ao Mato Grosso do Sul. Após quatro anos de treinos no Instituto Misericordes, a atleta foi identificada pelo professor Daniel Silveira, que a inscreveu em competições, onde também foi vice-campeã estadual.
Dedicada, a menina virou atleta e ganhou uma medalha de ouro muito mais cedo do que ela mesma imaginava, após quatro anos de treinos. A posição mais alta do pódio foi conquistada durante a Copa Centro-Norte de Badminton, realizada entre 5 e 7 de junho deste ano em Palmas (TO).
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A única medalha no campeonato trazida para Mato Grosso do Sul foi a de Maria Luíza e de sua dupla Vitória.
Professor de Educação Física, Daniel Silveira, foi quem notou as habilidades da menina durante as aulas do projeto e a inscreveu na primeira competição oficial de sua vida, ainda este ano.
"Ela começou a se destacar e aí a gente levou para participar do campeonato estadual primeiro, em abril, em que ela foi vice-campeã. Foi daí que a Maria conseguiu a vaga para o Centro-Norte", conta o treinador.
O badminton é um esporte parecido com o tênis, explica Daniel. Devem ser marcados 21 pontos na disputa que é feita com raquetes e uma espécie de peteca chamada de volante.
Maria jogou na categoria dupla feminina com uma colega que até então não conhecia, mas também é de Campo Grande. A adaptação foi ligeira. "Eu ficava no fundo da quadra e ela ficava na frente", conta a atleta sobre a estratégia.
Projeto - Outros alunos do mesmo projeto social em que Maria Luíza é matriculada, no Instituto Misericordes, treinam badminton, futebol, balé, capoeira, vôlei e fazem várias outras atividades gratuitamente. Maria tem quatro irmãos, sendo que três também participam. A mãe aprova. "Bom para tirá-los da rua, dar um futuro", afirma.
"Coordenação motora e respeito ao companheiro e ao competidor são os principais benefícios. Tanto que é um esporte que você não pode comemorar o ponto de frente, tem que ser de costas. A gente ensina valores aqui também", resume o professor sobre o esporte escolhido pela criança.

Outros alunos do projeto foram medalhistas, mas ninguém havia chegado tão longe quanto Maria. E a menina quer continuar. "É bem esforçada no esporte. Ela mesma pede que pegue no pé dela para poder evoluir mais", finaliza Daniel.
Maria Luíza virou orgulho no instituto e no Bairro Lageado, onde mora há dois anos. Os planos agora são continuar ganhando medalhas e estudar.
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